Um mercadão municipal

Objetivo do Executivo é revitalizar barracão e fazer um espaço cultural e gastronômico

Publicado: 03/12/17 • 20h42
Atualizado em: 06/12/17 • 09h56

O município de Rolândia recebeu uma correspondência oficial da Superintendência de Patrimônio da União (SPU), do Ministério do Planejamento, confirmando a cessão em regime de comodato por tempo indeterminado dos galpões da rede ferroviária para o patrimônio municipal. Os dois barracões, situados no Residencial Manoel Muller, tem 2.400 metros de área construída em um terreno de 8 mil m². O intuito do Executivo é utilizar esse espaço para a implantação do Mercado Municipal.

A notícia veio após solicitação e projeto do Executivo junto a SPU e parceria com o deputado federal Nelson Padovani (PSDB). O galpão está em estado de abandono e precisa ser revitalizado, mas, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Dário Campiolo, o projeto está em fase final de elaboração e será feita uma audiência pública para esclarecer o investimento do município. A Prefeitura já está buscando recursos a nível estadual e federal para a obra, estimada em R$ 1,5 milhão.

Primeiras ideias
O Mercado Municipal que está sendo planejado deverá ter trinta boxes com praça de alimentação, produtos e uma feira de artesanato permanente. “A ideia é ocupar os trinta boxes e fazer daquela área uma área comercial da cidade, com turismo e lazer”, afirmou Dário. O Executivo deve seguir as restrições para as obras, que envolverão pintura e troca de pisos, por exemplo. “Não pode mexer na arquitetura, o que o município vai fazer é trabalhar dentro dos barracões, fazendo os boxes”, explicou o secretário.

O objetivo é fomentar e valorizar a agricultura familiar, artesanato e também a colonização rolandense. “A ideia é montar pelo menos quatro restaurantes típicos homenageando a imigração. Serão restaurantes de várias etnias que fundaram a cidade”, revelou.

A princípio, o galpão não teria custos para a Prefeitura. “Mas como a gente pensa em fazer boxes, mesmo que seja para fomentar os artesões e a agricultura familiar, a União é obrigada a deixá-lo oneroso, ou seja, cobrar um aluguel anual, que a gente imagina que vai ser bem pouco”, declarou o secretário. Dário afirmou que esse valor deverá ser diluído entre os proprietários dos boxes.

Já em relação ao barracão menor, que tem cerca de 360 m², nesse primeiro momento o projeto envolve somente a remodelação, mas já existem planos futuros. “A ideia é fazer uma escola de artesanato, oficinas, usaria ele para essa finalidade”, afirmou Dário.

PPP
Existe ainda a possibilidade do galpão ser cedido por meio de uma Parceria Público-Privada, n a qual uma empresa faria a estrutura necessária, podendo explorar o aluguel em troca da reforma do patrimônio municipal.








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