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Prática de se atear fogo a mato alto persiste, apesar de Rolândia contar com lei que pode inibir tal ato

Publicado: 16/05/18 • 08h45
Atualizado em: 17/05/18 • 20h23

    Para não se perder o costume, a semana começou com muito fogo em Rolândia e sem nenhuma notificação ou punição. A segunda-feira (14) teve queimada no jardim Catuaí II e no jardim Rosângelo – os dois fogos foram ateados durante a noite.

    A reportagem do JR avisada nos dois casos e recebeu fotos, vídeos e relatos dos dois incêndios. No caso do fogo do Rosângelo, logo atrás da Penacchi, a fumaça resultante das chamas invadiu a avenida Aylton Rodrigues Alves e impedia a visão de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, e aumentou a possibilidade de um acidente.

    A outra queimada, a do Catuaí II, teve a mobilização da população, já que o Corpo de Bombeiros não compareceu ao local, quando chamado. O fogo começou por volta das 19 horas em um terreno vazio da rua Rubens Aparecida da Silva e foi combatido pelos moradores do bairro, que juntaram mangueiras, baldes, tudo o que era possível para apagar as chamas. “A data estava com o mato alto”, revelou uma moradora do local.

    Como se vê, a atividade de se atear fogo para limpar terrenos e datas com mato alto persiste em Rolândia. Isso a despeito de o município contar com uma lei que pode punir até o proprietário do terreno (caso não se identifique o autor do crime ambiental). A falta de fiscalização e de punição incentiva essas queimadas.

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