Saúde confirma caso de gripe H1N1

Gestante de Rolândia não havia tomado vacina para prioritários, mas passa bem, depois de medicada com Tamiflu

Publicado: 11/06/18 • 10h56
Atualizado em: 11/06/18 • 11h06

    A Secretaria Municipal de Saúde de Rolândia confirma o caso de gripe H1N1 “in-fluenza A” em uma moradora de Rolândia. De acordo com a Vigilância em Saúde, trata-se de uma gestante na faixa etária entre 20-30 anos e que não havia tomado a vacina contra a gripe (a campanha para grupos prioritários começou no dia 23 de abril e segue até 15 de junho). A mulher procurou atendimento no Hospital São Rafael no dia 30 de maio. “Os exames confirmaram a doença e a paciente foi medicada com Tamiflu na suspeita e, desde então, foi tratada e monitorada. Já está curada, conversei com ela hoje (segunda) mesmo”, revelou Marcelo Marques Ferreira, enfermeiro da Epidemiologia.

Vacinas
    As Unidades Básica de Saúde de Rolândia têm disponível a vacina trivalente contra influenza de 2018 para os grupos prioritários e a campanha segue até o dia 15 de junho. De acordo com o MS, o público-alvo da campanha em 2018 totaliza 54,4 milhões de pessoas no Brasil. A meta é vacinar 90% dessa população – em Rolândia pouco mais de 80% foram imunizados até agora. Para receber a vacina (grupos prioritários), basta comparecer a uma Unidade de Saúde mais próxima e levar a carteira de vacinação, sempre até as 17 horas.

    De acordo com a resolução da Anvisa publicada no Diário Oficial da União, a vacina de Influenza trivalente de 2018 contém os seguintes vírus:
- A/Michigan/45/2015 (H1N1) pmd09
- A/Singapore/IFNIMH-16-0019/2016 (H3N2)
- B/Phuket/3073/2013

Sintomas
    Os sintomas do H1N1 são parecidos com os de outras gripes: os mais comuns são febre alta, tosse, dificuldade para respirar, dor muscular e de cabeça. A recomendação do Ministério da Saúde (MS) é para se evitar locais com aglomeração de pessoas, pois isso reduz o risco de contrair a doença.

Máscaras
    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas. Por isso, o uso de máscaras pela população não é recomendado pelo Ministério da Saúde. Entretanto, quem está doente deve fazer uso de máscara, quando estiver em contato com outras pessoas, para não transmitir o vírus.

Prevenção
   As medidas preventivas de caráter geral são: fazer frequente higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel a 70%, retirando-se os acessórios (anéis, pulseiras, relógio), uma vez que estes objetos acumulam microrganismos não removidos com a lavagem das mãos; abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar-se na pia; enxágue as mãos, retirando os resíduos de sabonete; evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira; seque mãos e punhos com papel-toalha descartável; no caso de torneiras com contato manual para fechamento, sempre utilize papel-toalha para fechá-la; use lenço descartável para higiene nasal; cobra nariz e boca ao espirrar ou tossir; evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca; higienize (lavar) as mãos após tossir ou espirrar; evite aglomerações; não divida objetos de uso pessoal, como toalhas de banho, talheres e copos; evite tocar superfícies do tipo maçanetas, interruptores de luz, chave, caneta, torneira, entre outros; descarte luvas ou outros equipamentos de proteção individual contaminados ou tocados por mãos contaminadas; e não circule dentro de hospital usando os equipamentos de proteção individual, que devem ser imediatamente removidos e descartados após a saída do quarto, enfermaria ou área de isolamento.

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