Acolhimento e atenção ao Imigrante

A Pastoral do Migrante de Rolândia promoverá ações neste mês pela Semana do Migrante

Publicado: 12/06/18 • 10h41
Atualizado em: 21/06/18 • 22h41

    De 17 a 24 de junho, comemora-se a 33ª Semana do Migrante da comunidade católica em todo o mundo. Em Rolândia, o acolhimento a esse grupo de pessoas já está em prática há quatro anos com o funcionamento da Pastoral do Migrante no Centro de Pastoral João de Deus. A pastoral é coordenada por Irineu e Edneli de Paula e com ajuda de voluntários, mantém três turmas para cerca de 70 imigrantes haitianos e bengaleses aprenderem o português por meio do projeto “Learning Together”. Os representantes da pastoral e o padre Joel Medeiros, pároco da Igreja Matriz São José planejam ações especiais para a semana. 

    Em 2018, a Semana do Migrante, motivada pelo Papa Francisco, trouxe a proposta de ir ao encontro destas pessoas, com o objetivo de acolher o próximo que está situação de migração. Promovendo essa cultura do encontro, estimula-se o crescimento de espaços e oportunidades para que os imigrantes possam ter seus direitos respeitados e o acolhimento na comunidade local. 

    Nos últimos anos, o número de imigrantes, especialmente os haitianos, vem crescendo muito na região. Rolândia é uma cidade de migrantes desde a sua fundação e atualmente, é buscada por haitianos e bengaleses, em sua maioria, pelas oportunidades de emprego, visto que a maioria deles são contratados por frigoríficos. 

    A comunidade católica também relata um crescimento contínuo de pedidos de mandatos para solicitar reunião familiar, como muitos migram e deixam no país de origem filhos e cônjuges. As demandas mais recorrentes desses imigrantes são cestas básicas para os desempregados, materiais de higiene e limpeza, mobiliários como cama, colchão, fogão, geladeira e ajuda de custo na documentação de crianças. 

    Padre Joel explicou que os refugiados passam por uma situação muito delicada e que a comunidade católica deve trabalhar o acolhimento desses imigrantes, que acima de tudo, são seres humanos. “Mais importante do que as campanhas e a reflexão, é acolher o migrante”, afirmou. “O acolher independe da religião que eles têm, é importante respeitar”, acrescentou o pároco.  

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