Simpósio sobre a Lei Maria da Penha continua nesta sexta

Alienação Parental e Direitos Humanos são os temas a serem discutidos no segundo, e penúltimo, encontro do Simpósio

Publicado: 08/08/18 • 19h46
Atualizado em: 22/10/18 • 09h35

    O segundo encontro do I Simpósio “Muitas lutas, muita resistência, muitos caminhos: aprendendo sobre a Lei Maria da Penha” será realizado na noite desta sexta-feira (10) no auditório da Faculdade Paranaense – Faccar. No programa, duas palestras: uma sobre Alienação Parental e outra sobre Direitos Humanos na Família. A faculdade rolandense é apoiadora do evento organizado pela Prefeitura de Rolândia, através da Secretaria da Mulher e da Família.

   
Alienação
    O primeiro tema a ser discutido, a partir das 19h15, será “Alienação Parental: A Infância Roubada”, com a palestrante Juliana Tavares, advogada criminalista de Londrina. “Abordaremos o tema e suas consequências para a criança e o alienador”, afirmou Juliane à reportagem do JR. 

    Segundo a advogada, a alienação parental é processo e resultado da manipulação psicológica de uma criança em demonstrar medo, desrespeito ou hostilidade injustificados em relação ao pai, mãe ou outros membros da família. “Tudo isso conduzido por um adulto (alienador) próximo àquela criança que está sendo manipulada”, ressaltou.

    Essa manipulação traz consequências sérias para o infante, já sendo reconhecida como síndrome pela Organização Mundial de Saúde e, atualmente, além das penalidades como pagamento de multa e perda da guarda, também pode ser considerada crime. “Atualmente, é possível identificar a presença da alienação parental em muitas famílias, no entanto, nem sempre esses familiares se dão conta que estão vivenciando a prática e muito menos podem mensurar a dimensão que isso pode tomar.

    Aquele que pratica a alienação parental, ainda que não tenha consciência da ilegalidade do ato, está fazendo com o objetivo de atingir o outro genitor. “No entanto, o alienador ou alienadora não percebe que, na verdade, está afetando o desenvolvimento psicológico da criança ou adolescente, o que, lamentavelmente, pode acarretar em consequências desastrosas no futuro daquela vítima”, concluiu Juliana Tavares.

    Direitos Humanos
    O segundo tema da noite será “Direitos Humanos: Tecendo uma rede de proteção na família” com Fabio Brasilino, Professor de Direitos Humanos da Faccar. Em conversa com o Jornal de Rolândia, o professor Fábio Brasilino falou sobre a palestra e seus objetivos. “Queremos trazer à comunidade esclarecimentos de como os direitos humanos podem contribuir com a rede de proteção à família”, enfatizou o professor. Entre os presentes será discutido o que seria, afinal, os direitos humanos, como o reconhecimento de que em decorrência - dos direitos - surgem deveres e, com isso, qual seria a contribuição para a proteção da família. O palestrante também abordará as especificidades dos direitos humanos, demonstrando como eles interferem no dia-a-dia da comunidade, esclarecendo qual a importância de tais direitos e como o seu reconhecimento pode contribuir para o desenvolvimento de toda a sociedade. “O que se busca na palestra é traçar um paralelo entre o discurso e a prática, pois o fim da humanidade é a busca pela felicidade e isso apenas será possível se todos os envolvidos no meio social souberem - e praticarem - os seus direitos e deveres, que são frutos de lutas históricas pela afirmação e reconhecimento da dignidade da pessoa humana”, resumiu Fábio.

    Acerca dos temas
    “Os temas vêm ao encontro com a questão que envolve a família e toda a problemática que gera a violência doméstica, tanto a questão da alienação parental, que envolve a criança e aspectos psicológicos, quanto os direitos humanos: a pessoa ter o direito de escolher ou não permanecer com outra pessoa”, comentou a secretária Adriana Palmieri.

    A primeira rodada de palestras foi no dia 26 de julho e contou com a presença de cerca de 160 pessoas, entre mulheres e homens interessados no assunto. O mesmo público deverá comparecer na sexta (10). Adriana destacou que esse primeiro dia representou uma conquista na conscientização sobre a violência contra a mulher. “Teve diálogo e reflexão, na perspectiva de promoção desse assunto, que é muito importante”, resumiu a secretária.

    No terceiro dia de evento, que será em 28 de agosto, o tema a ser debatido em uma mesa redonda será “Ciclo difícil de romper, mas não impossível”. A mesa será composta por Talita Arruda (Advogada Criminalista em Maringá), Rose Leonel (Ativista dos Direitos da Mulher em Maringá) e Terezinha Pereira (Assessora das Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura de Curitiba). A mediadora será a professora Simone Brum.

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