Prefeito em exercício exonera envolvidos em investigação

Já afastados pela Justiça, exoneração de sete investigados e mais três pessoas foi oficializada nesta terça-feira (11)

Publicado: 11/09/18 • 16h25
Atualizado em: 21/09/18 • 02h50

    Após serem afastados dos cargos públicos na manhã da segunda (10) pela Operação Patrocínio, promovida pelo Gaeco (Grupo de Ação Especializada no Combate ao Crime Organizado) e Gepatria (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) de Londrina, os sete investigados foram exonerados dos cargos em decretos ainda nesta segunda, mas publicados no site do Diário Oficial dos Municípios nesta terça (11).

    As exonerações atingiram Wanderley Massuci Junior, secretário de Infraestrutura; Lucas Fernando da Silva, procurador jurídico; Carlos Frederico Viana Reis, procurador geral; Rosana Alves da Silva, secretária de Saúde; Carolina Garcia, comissionada da Secretaria de Cultura e Turismo; Victor Hugo da Silva Garcia, chefe de gabinete, e Cláudio Martins de Pinho, secretário de Educação e interinamente, também no comando do Desenvolvimento Econômico. Marinez Schneider, comissionada da Secretaria de Educação, também foi exonerada apesar de não ter seu nome entre os investigados.

   
Novos secretários
    João Batista da Rocha foi exonerado da secretaria de Governo (CC1) para assumir a pasta de Administração, no Departamento de Recursos Humanos (CC2), e Alison Camargo Silvestre, diretor lotado na Procuradoria Jurídica, foi exonerado desta função para assumir a Chefia de gabinete. Diego Evangelista continua no comando da secretaria de Esportes e agora vai acumular ainda a pasta de Desenvolvimento Econômico, deixando a Cultura e Turismo, que também estava em suas mãos, com a turismóloga Flávia Galbero Costa, que já atua na secretaria. A servidora Rosilene Moloni, que era secretária de Educação antes da chegada de Pinho, reassumiu a função após a exoneração de Pinho. Somente ainda não foi confirmado o nome da pessoa para assumir a secretaria de Saúde. Bruno Lundgren Rodrigues Aranda, que já era do jurídico, assumiu a Procuradoria geral.

    Roberto Negrão, prefeito em exercício, justificou que a exoneração foi motivada pelas questões jurídicas e que novos secretários precisaram ser nomeados para o andamento das atividades administrativas. “O delegado explicou que eles não poderiam vir aqui [na Prefeitura] e nós temos que continuar, há papeis a assinar, obras em andamento e coisas que precisamos tocar”, declarou.

    O salário dos exonerados deixou de ser calculado a partir desta segunda (10), mas eles ainda têm direito ao acerto. Caso os investigados sejam inocentados ao fim da investigação, caberá ao prefeito que estiver em exercício no momento, seja Negrão ou Francisconi, avaliar a recontratação dos mesmos. “Se tivéssemos a previsão do tempo, vamos supor que daqui 20 dias o prefeito volte, pode recontratar eles de novo, não tem problema nenhum, mesmo porque eu também não tenho nada contra eles, é apenas uma determinação da Justiça”, afirmou Negrão. 

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