O início da Igreja da Ressurreição

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
  1. Home
  2. /
  3. Notícias
  4. /
  5. Colunas
  6. /
  7. O início da Igreja...

Histórias do Padre Zé

Seguindo as orientações pastorais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), começaram a se reunir os primeiros “Grupos de Reflexão” a partir de 1973 e, então, víamos a necessidade de dividir a Paróquia em setores pastorais. Assim, a Paróquia São José ficou dividida em 16 Comunidades urbanas e quatro Comunidades rurais. Em cada Comunidade funcionavam diversos grupos de reflexão, grupos de jovens, catequese das crianças, movimentos e associações de leigos e Promoção humana e social. Em algumas Comunidades maiores da periferia sentimos a necessidade de termos locais próprios e adequados para reuniões de formação e celebrações litúrgicas. Com ação conjunta da Comissão da Matriz e as Associações dos Bairros, foram adquiridos terrenos e construídos salões em diversos bairros: Jardim Teresópolis, Jardim Santa Mônica, Jardim das Flores, Jardim Caviúna, Conjunto Arnaldo Buzatto, Vila Operária e Jardim Planalto.

Miguel Abrão assina a ata da pedra fundamental da Igreja

Depois dos sérios problemas surgidos na política agrícola a partir de 1975, devido à forte geada que dizimou as plantações do café, houve no Município um êxodo rural muito acelerado, determinando o inchamento do centro urbano e resultando na quase marginalização do homem, uma vez que a cidade não estava preparada, industrialmente, para empregar tão grande fluxo de gente rural. Isto aumentou, consideravelmente, o número de trabalhadores volantes (boias frias), socialmente desprotegidos e desamparados.

Em consequência, seus filhos adolescentes, sem o devido preparo e sem orientação adequada, não encontrando trabalho, ficavam perambulando pelas ruas sem opções e se entregando à droga e a outros vícios, assim criando graves desentendimentos com seus familiares.

Exatamente neste cenário é que teve início dos chamados “Cinco Conjuntos”, numa área distante do centro da cidade, saída para Arapongas, começando com o Conjunto San Fernando, que era “Sítio San Fernando”, de propriedade de Manoel Flores Segura, ao lado do bonito lago San Fernando. E foi neste ambiente que a Paróquia iniciou seu trabalho pastoral:

1) Implantação da “Pastoral da Criança” para crianças de 1 a 8 anos e suas mães e demais familiares, coordenada pelo casal Aparecida e Marcelino Borges Machado, coadjuvados por Jessé Fernandes – uma sala de tábua servia para todas as atividades sociais e religiosas.

2) Projeto SOAME que atendia crianças e adolescentes a partir dos 6 anos de idade nas suas oficinas de música, teatro, capoeira, dança, etc. Atendia as mães e demais adultos com cursos de corte e costura sob a orientação de um grupo de voluntários, coordenado pela Maria Luiza de Oliveira Müller – usávamos salinhas próprias e também a Escola “San Fernando”.

3) Formação de um grande e ativo grupo de jovens chamado “EVANGELIZ’ ART”, que reunia jovens toda semana para momentos de oração e estudo de danças “hip-hop” e capoeira, sob a coordenação do Nenão e do Kadú. Neste grupão surgiu o “Jovens Para Cristo – JPC” para animar missas com suas danças litúrgicas.

Em meio a tudo isso, a população local sentiu a necessidade de ter uma igreja e um centro social adequados. Fui, então, sondar um terreno ao lado da Escola San Fernando, beirando o lago, pertencente ao poder público, mas o Governo Estadual indeferiu meu pedido. Aí apareceu negócio com o “Clube do Pica-pau”, que tinha campo de futebol no Jardim Aviação, beirando a rodovia. Foi providencial! Com a ajuda e palpite dos representantes da Comissão da Matriz, Eliseu de Paula e José Antônio (Nico) Vanzella, adquirimos aquele terreno onde, hoje, se encontra a imponente igreja da Ressurreição com seu Centro de Pastoral “Santa Dulce dos Pobres”. Certamente foi uma escolha maravilhosa porque aquela região progrediu muito e é composta por mais de 10 conjuntos.

Convidei o Miguel Abrão, que era integrante da Comissão da Matriz, para coordenar, junto com uma Comissão local, os trabalhos da construção da nova igreja com projeto arquitetônico de Catarina Schauff Zanetti. O nome de Miguel Abrão ficou marcado pelo dinamismo e dedicação com que conseguiu construir esta igreja no espaço de um ano. A pedra fundamental foi lançada aos 30 de março de 1997, conforme consta no cruzeiro erguido na frente da igreja e inaugurada aos 12 de abril de 1998, ambas as datas era a Páscoa da Ressurreição.

Foi dado o nome de “Igreja da Ressurreição” exatamente para valorizar aquele povo simples e humilde que mora nas redondezas. Um povo que ressurge para realizar grandes projetos. Na Ressurreição de Jesus, a ressurreição do povo.

Monsenhor José Agius Monsenhor

Monsenhor José Agius Monsenhor

Compartilhe:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

FOTO(S) DESTA MATÉRIA

VEJA TAMBÉM:

Colunas

A Torre dos Sinos

Memórias do Padre Zé Observando atentamente os documentos históricos guardados no arquivo paroquial, reparei que na planta original da Igreja Matriz São José já constava

Colunas

Mais Excelente Nome

Por Humberto Xavier Rodrigues Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do