Uma conversa sobre ficção

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Jornada Literária – por Ana Paula Silva

Olá pessoal, hoje vamos falar sobre uma questão muito importante no mundo da literatura: a ficção. Pode até parecer um assunto óbvio, mas o significado de ficção passa por diversas transformações ao longo da história literária e acaba não sendo conceituado.

Primeiro é importante entender o que é um texto ficcional possui grande relação com o autor que o escreve e a forma como esse (a) autor (a) pode (ou não) ser evidenciado na obra.

Quando recorremos a definição normativa da palavra ficção, nos deparamos com termos, como: fingimento, farsa, modelagem, imaginação, representação, invenção… E muitos outros com esse mesmo valor semântico. Contudo, ao relacionarmos essa ao contexto literário, esse sentido adquiri um caráter plural, de acordo com as diferentes posições teóricas existentes.

No livro de Ricardo Viel “Sobre a Ficção” (2020) ao conversar com diversos romancistas, é possível perceber diferentes conceituações para essa mesma expressão e, com essas designações, uma enorme fonte de possibilidades sobre o fazer literário, mas sempre associados a um outro conceito importante, a narrativa. Nesse sentido, quando se trata da narrativa ficcional, simplificadamente, podemos associá-la a três posicionamentos correlacionados: a criação de elos entre diferentes percepções da realidade (autor, narrador, enunciador, realidade factual), uma organização lógica entre seus elementos, verossimilhança e plausibilidades com a realidade física, e realização a partir da perspectiva narrativa, isto é, situações vividas por personagens que se aproximam ou se distanciam do real e do inventado.

A ficção fornece inúmeras experiências e Viel (2020:13) diz: “a atração, o encanto, e o poder que a ficção exerce sobre as pessoas – sejam elas criaturas inventadas como a Bovary de Flaubert e o Quixote de Cervantes, sejam seres de carne osso como nós.” Esse poder atrativo é o que promove o grande sucesso das obras de ficção, mesmo que defini-las em palavras seja uma tarefa quase impossível.

Boas Leituras!

Ana Paula Silva
Formada em Pedagogia e Letras e mestranda em Estudos Literários

Ana Paula Silva

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