Caso em Cambé reacende discussão sobre assédio sexual em escolas

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Seed prometeu abertura de sindicância e afastamento de professor acusado em colégio estadual do município

O caso do professor de inglês do Colégio Estadual Attílio Codato, do jardim Alvorada, em Cambé, acusado de assédio sexual contra uma menina de 13 anos reacendeu a discussão sobre esse crime nas escolas. O assunto foi tema de palestras e discussões acaloradas na internet e nas ruas de várias cidades da região e do estado.

O caso veio à tona na segunda-feira (09) por causa de uma manifestação e protesto dos alunos em frente ao estabelecimento de ensino cambeense. O crime teria acontecido na quinta-feira (05) no corredor da escola. O protesto dos estudantes, que foi reforçado por muitos pais, exigia uma investigação da denúncia. A expectativa é que uma sindicância fosse aberta e o professor acusado fosse afastado, ainda nesta semana.

A acusação

Segundo a acusação, a menina de 13 anos usava óculos escuros com a frase ‘kiss me’ (‘beije-me’ em português) e foi abordada pelo professor no intervalo entre as aulas. O docente teria segurado os braços da aluna e tentado beijá-la à força. De acordo com a adolescente, o beijo teria sido no canto de sua boca, já que ela virou o rosto.

De volta para casa, a garota contou aos pais o ocorrido no colégio naquele dia. Os responsáveis informaram a direção do estabelecimento de ensino sobre o assédio, mas nada foi feito no dia ou no dia seguinte. Diante disso, os estudantes e alguns pais e mães resolveram se manifestar na segunda-feira.

A direção do Colégio Estadual Attílio Codato ainda não se manifestou oficialmente sobre a denúncia. Já a Secretaria Estadual de Educação (Seed) emitiu uma nota, ainda na segunda-feira, afirmando estar ciente da situação e informando que apurava os fatos. “Assim que a apuração preliminar for concluída, até a terça-feira (10), será determinada a abertura do procedimento de sindicância e o afastamento cautelar do funcionário”, explica a nota.

Precauções

O chefe de comunicação da secretaria estadual de educação Leandro Beguoci, em entrevista ao repórter Dárcio Campos, do Cobra News, falou sobre as orientações da Secretária aos pais, às escolas e aos alunos em casos como esse.

“São bem claras. Primeiramente, o aluno ou aluna deve procurar o diretor ou diretora da escola, se essa pessoa não for o assediador, é claro. Se não der resultado, a ouvidoria da Seed deve ser procurada. Apuramos todos os casos que nos chegam via ouvidoria, que é o caminho mais recomendado”, ressaltou Leandro Beguoci.

“Pedimos que as pessoas não vão à imprensa antes de esperar pela Ouvidoria, pois podem atrapalhar o andamento do processo de investigação”, ressaltou Leandro Beguoci. A ouvidoria da Seed pode ser encontrada no site da pasta (www.educacao.pr.gov.br), bem no final da página. 

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