Rolândia tem grupos antitabagismo

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A Secretaria de Saúde de Rolândia mantém grupos de combate ao tabagismo em três locais: nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) Central e da Vila Oliveira e no CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas). 

Anneliese Fechio Adam, uma das médicas do projeto, relata que quem procura ajuda para parar de fumar participa de quatro reuniões semanais. “O embasamento é a abordagem psicoterapêutica. Depois dessas quatro reuniões, os pacientes são encaminhados ao atendimento médico.”

Em Rolândia, os médicos capacitados para atuar no programa de combate ao tabagismo são a doutora Anneliese e o doutor Carlos Lepre. A função dos médicos é realizar a consulta e, quando julgam necessário, prescrever medicamentos para auxiliar o paciente durante a abstinência da nicotina.

Os médicos não precisam, necessariamente, participar das reuniões, mas apenas eles podem liberar o uso de medicamentos. “Somente os pacientes que comparecem às reuniões conseguem a medicação pelo SUS”, explica Anneliese. Nas reuniões, os pacientes recebem cartilhas, que ficam com eles após o término dos encontros. Em Rolândia, ainda não há grupos de manutenção, para auxílio posterior à parada.

Segundo a médica, qualquer profissional de saúde com nível superior pode conduzir as reuniões, desde que passe por uma capacitação da Secretaria Estadual de Saúde, junto ao INCA (Instituto Nacional do Câncer). Enfermeiros, dentistas, psicólogos e nutricionistas capacitados estão envolvidos no projeto no município. A médica conta que os resultados do trabalho são gratificantes para a equipe profissional. “O mérito é deles, claro, a gente é só instrumento para ajudar”.

Na UBS da Vila Oliveira são duas enfermeiras que conduzem os grupos. Geralmente, os encontros começam na primeira semana de cada mês, com grupos de 12 pessoas. Pacientes que ainda necessitam de auxílio ou sofrem recaídas podem voltar a frequentar as reuniões. “A parada ocorre geralmente na terceira ou quarta tentativa. Alguns tem recaída, o primeiro ano é o mais difícil”, relata Anneliese. 

Érico Ignácio, coordenador de saúde mental da Secretaria de Saúde, esteve na coordenação do programa até 2014, quando a responsabilidade foi passada à coordenação de atenção primária. Segundo ele, em média 33% dos pacientes assistidos pelo projeto conseguem parar de fumar – o número corresponde ao preconizado pelo INCA e pelo Ministério da Saúde. Érico explica que a importância do programa, além do suporte ao paciente que decide parar de fumar, é a prevenção a doenças causadas pela nicotina.

O programa de combate ao tabagismo é do Governo Federal, junto ao INCA e começou em Rolândia em 2006. A doutora Anneliese atende em Rolândia desde 2003 e atua no programa desde meados de 2006, após ter feito capacitação.

Na UBS da Vila Oliveira, as reuniões são às quartas-feiras, a partir das 19h. Os pacientes que necessitam de apoio para parar de fumar podem procurar qualquer UBS do município, para ser encaminhados aos grupos. “O paciente não precisa esperar a vontade de parar de fumar para procurar ajuda”, ressalta Anneliese. 

idagencia

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