Igualdade sendo debatida em Rolândia

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Rolândia teve sua I Pré Conferência de Promoção da Igualdade Racial na quinta-feira (13), no Centro Cultural Nanuk. Fábio Amorim, professor de Artes, ator e diretor de teatro, é um dos rolandenses que estão na luta pela criação do Conselho de Promoção da Igualdade Racial.

Amorim explica que a pré-conferência teve o intuito de preparar os participantes para a I Conferência, em novembro, quando deverá ser instituído o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial na cidade. “A lei já saiu do jurídico, está nas mãos do Executivo para ser enviada ao Legislativo para votação. Creio que em questão de um mês já esteja tudo pronto para ser votado e sancionado pelo prefeito”, afirma o professor.

Segundo Amorim, na conferência será lida a lei que cria o Conselho e o regimento interno será votado e passará por mudanças. Durante a conferência, se houver tempo, serão votados os nomes dos membros que irão compor o Conselho. “A busca da igualdade é uma luta incessante dentro da nossa sociedade e o Conselho pode trabalhar isso em todas as áreas da administração. Criar e incentivar ações dentro da saúde e educação, promover melhorias para os negros, para os indígenas”, explica.
O professor ressalta que há verbas da União enviadas especificamente para a promoção de igualdade racial. “O conselho criaria projetos para que essas verbas sejam direcionadas de maneira correta para o lugar correto”.

O evento está marcado para o dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – e ainda não tem local definido. “Não queríamos que fosse no Nanuk. Nós, como Conselho, visamos a desconcentração das ações do Executivo, queríamos levar para a periferia, que é onde está a maioria da população negra”, relata.

A ideia inicial seria realizar o evento no Colégio José Alexandre Chiarelli, no Conjunto São Fernando. O local depende da aprovação do diretor e de quanto tempo irão durar as ocupações das escolas no município. “Inclusive esse trabalho desses meninos hoje, ocupando as escolas, é essencial para vermos a importância do Conselho da Promoção da Igualdade Racial. Apesar de ser da igualdade racial, ele vai atingir todos os âmbitos da sociedade, todas as pessoas que sofrem com algum tipo de discriminação, que sofrem mesmo pelo afastamento do centro de onde acontecem as ações reais e é importante manter essa resistência”, acredita Amorim.

Palestras
A professora Vanilda Pereira, da UEL (Universidade Estadual de Londrina), esteve na I Pré Conferência de Promoção da Igualdade Racial e falou sobre a lei que cria o conselho, sua importância e sobre o fato do conselho abranger o maior número de áreas atingidas pela segregação racial – negros, nipônicos, homossexuais, deficientes.

Outra palestrante foi Caroline Almeida Campos, de Rolândia, que falou sobre as dificuldades da mulher negra dentro da sociedade, sobre porque as mulheres negras sofrem ainda mais violência que as mulheres brancas.

Moisés Cabral e Ogan Assis falaram sobre o Candomblé e a Umbanda, que são religiões praticadas como qualquer outra. O mestre Angolinha, da capoeira Angola, comentou sobre o impacto da capoeira na sociedade, por ser uma prática com ideologia forte e que exige disciplina dos praticantes.

O professor Adilson falou sobre a questão muçulmana e os fatos históricos sobre os negros e escravos. A professora Neide Spanguemberg explicou a respeito dos trabalhos desenvolvidos dentro do Colégio Estadual Presidente Kennedy, que trabalha a lei 10.639. Na escola, é cobrado dos professores que trabalhem essa lei nas aulas. No final, houve apresentação da bateria da escola de samba.

A I Conferência de Promoção da Igualdade Racial será aberta ao público.
idagencia

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