E os pioneiros abriram caminho…

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   Pessoas que chegaram de 1932 a 1939, que trouxeram consigo a vontade de vencer, a coragem e o ideal de superar todas as dificuldades do desbravamento. Pioneiros brasileiros, alemães, italianos, japoneses, portugueses, húngaros, suíços, holandeses, espanhóis, austríacos, libaneses. De todos os lugares do Brasil e do mundo. O Jornal de Rolândia traz hoje um pequeno apanhado das histórias dos pioneiros, extraído do rico trabalho apresentado em fatos e depoimentos por Cláudia Portellinha Schwengber, no livro Aspectos Históricos de Rolândia. Sem a pretensão de contar uma história contínua, o JR traz trechos de alguns dos preciosos depoimentos publicados pela autora.

   “Quando chegamos a Rolândia, deparamos com os primeiros e mais primitivos inícios de uma Colonização. Meu pai era o único a começar a exploração de uma propriedade maior. Havia cerca de 30 locais de desbravamento. Ficavam distantes entre si, no meio da mata. A partir de um caminho público que a Companhia de Terras havia feito, ao longo do divisor de águas, o terreno de cada colono quase sempre se estendia até algum riacho. A beira deste, com foice e machado, se abria uma clareira no meio da floresta e nesta se construía uma casinha bem primitiva, em geral feita com troncos de palmito, partidos ao meio…”.
Trecho do depoimento do Dr. Geert Koch Weser, extraído de uma entrevista feita para o Instituto Hans Staden.

   “Nos idos de 1933/34, ouvia-se muito falar das terras que uma Companhia Inglesa estava loteando no Norte do Paraná, não muito longe de onde papai estava. Falava-se no surgimento de novas cidades, entre elas Rolândia. Entusiasmado pela propaganda, meu pai adquiriu lotes na área central da cidade. Em 1937, mudamos para a recém-formada Rolândia. Tanto a residência como a metalúrgica foram instaladas no lote situado na esquina da atual avenida Interventor Manoel Ribas com a rua Willie Davids. Mais tarde, mudamos para o local onde hoje é o correio…

   …Em Rolândia, meu pai e meus irmãos fabricavam carroças, carroções e charretes. As charretes, também conhecidas como ‘aranhas’, eram muito utilizadas pelos fazendeiros, como transporte de passeio. Havia, ainda, ‘charretes de aluguel’, para transporte de passageiros. Por muitos anos, existiu o ‘Ponto de Charretes’ de fronte da rodoviária e da estação de trem”.
Trechos do depoimento de Regina Migotto.

   “Meu pai vendeu sua propriedade em Santa Catarina e veio de trem com a família para Rolândia, no ano de 1937. Quando aqui chegou, Rolândia era um pequeno povoado em meio a uma mata de gigantescas árvores, entremeadas por grande quantidade de palmitos e flores silvestres. Nos vales que circundavam o povoado, corriam os córregos de águas cristalinas, que mesmo após fortes chuvas se conservavam limpas, tudo em função da grande capacidade de absorção do solo, totalmente protegido pela vegetação existente…

  …Rolândia foi projetada nas partes altas do terreno, contrariando a histórica prática de se construir cidades próximas aos cursos das águas. O terreno constituído de solo permeável representava um imenso depósito de água potável, disponível para cada lote urbano de terras. Desta forma, com a derrubada da mata, as condições de higiene e sobrevivência, em ambiente tão primitivo, tornavam-se estimulantes pelo ar puro e água limpo o tempo todo, além da terra fértil e generosa que devolvia em lucros toda semente plantada”. Roberto Lachner

Nota do editor: Essas e outras histórias podem ser lidas no livro “Aspectos Históricos de Rolândia” de Cláudia Portelinha Schwengber, a quem agradecemos e parabenizamos pela importante obra.

idagencia

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