A 1ª vereadora da História de Rolândia: Maria Luiza Müller

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A ex-vereadora Maria Luiza Müller foi e continua sendo uma mulher atuante em Rolândia. Nascida no Rio de Janeiro em 1946, ela brinca que é “carioca da gema e do ovo”. Pedagoga especializada em orientação educacional, ela vive em Rolândia há 48 anos, mas na infância morou também um período na cidade. Na vida política, ela foi a primeira mulher eleita vereadora em Rolândia e teve dois mandatos: entre 1997 – 2000 e 2005 – 2008. Depois, foi secretária de Cultura e Chefe de Gabinete no governo Johnny Lehmann. Foi diretora do Colégio Roland por cerca de 20 anos e participou da primeira diretoria das Bandeirantes (grupo relacionado aos Escoteiros). Além disso, Maria Luiza fundou a ONG Soame e a Escola de Samba Unidos da Vila Oliveira e Soame. Atualmente, ela canta no coral de língua alemã e é radialista. A ex-vereadora começou no rádio com 18 anos e parou, mas agora está de volta e comanda um programa de entrevistas de segunda a sexta às 12h30 na rádio Cultura.

Pioneira na política
Maria Luiza Müller foi a primeira mulher vereadora na história de Rolândia e contou como foi quando se elegeu pela primeira vez. “Foi uma grande novidade, porque antes de mim outras mulheres muito competentes tentaram a vereança e não conseguiram, algumas até me contaram na época que elas eram mal vistas porque estavam tentando entrar na política”, relatou. 

Para a ex-vereadora, o fato de ser mulher não foi um obstáculo para atuar politicamente. “Eu sempre consegui ser bastante combativa e sempre tentei dar o melhor de mim nessa representação, tanto que eu fui eleita duas vezes para ser vereadora e depois eu não me candidatei mais a vereadora, me candidatei à deputada e fiz 13 mil votos sem nenhum recurso”, afirmou Maria Luiza.

A ex-vereadora ressaltou que sempre foi respeitada e teve um bom relacionamento com os demais vereadores. “Eu sempre procurei ser companheira dos meus companheiros, mas sempre mostrei que o lugar que eu ocupava era de representação da população e que eu não poderia inclusive desapontar as mulheres, as quais eu estava efetivamente 
representando”, declarou. 

Maria Luiza destacou a importância igualdade entre os gêneros também na política. “Eu não quero ser rival nem competir com homem. O que eu quero é que eu tenha o mesmo direito de falar, de me expressar, de trabalhar”, defendeu a ex-vereadora. “Eu acho que consegui tirar esse rótulo de que o lugar da mulher é só na beira do fogão”, finalizou.

Atuação parlamentar 
A ex-vereadora Maria Luiza Müller destacou os projetos mais importantes em seu período no Legislativo. “Eu fiz alguns projetos de relevância como, por exemplo, a segurança das casas bancárias aqui de Rolândia, a Associação das Artesãs. Também participei de um projeto que igualava o direito da mulher professora do pré-escolar com as demais, que antes havia uma diferença da professora dos CMEIs para as demais profissionais da educação”, relatou.

Durante seu mandato, ela atuou em prol das mulheres. “Criei uma união que Rolândia não tinha que é a União Brasileira de Mulheres”, contou Maria Luiza. Além disso, a ex-vereadora era responsável por um curso de política voltado às mulheres, ministrado por uma professora da Universidade Estadual de Londrina, iniciativa que foi um sucesso, segundo ela. “Nós tínhamos um curso de Formação Política na Câmara de Vereadores que as mulheres participavam em grande número, mas os homens eram bem-vindos também se quisessem ir”, relatou a ex-vereadora.

A mulher na política
Antes de introduzir a sua opinião sobre a mulher na política, a ex-vereadora Maria Luiza Müller contextualizou a figura feminina no mercado de trabalho. Segundo ela, antigamente era normal as mulheres ficarem apenas dentro de casa fazendo tarefas domésticas e com o passar dos anos, elas começaram a trabalhar fora, mesmo tendo que enfrentar dificuldades e preconceito. “A gente também percebeu que a presença das mulheres no mercado de trabalho criou uma consciência da necessidade de ampliação da participação das mulheres também no espaço político”, disse a ex-vereadora. Para ela, “essa participação das mulheres na política, tanto na esfera do poder do Estado e especialmente no Parlamento, fez com que as mulheres tentassem superar esse tipo de discriminação, apesar de que ainda a gente percebe que existe uma desigualdade entre homens e mulheres”.

De acordo com a ex-vereadora, as mulheres não devem se intimidar em participar da política. “Se a mulher acreditar ela pode fazer tudo o que ela quer sem a preocupação do preconceito”, afirmou. Ainda há um longo caminho a percorrer na questão de igualdade, mas segundo ela, a situação já é melhor para a mulher. “A gente tem que reconhecer que já mudou muito essa busca pela igualdade, mas que o papel político que é importante as mulheres estão exercendo, a gente pode reconhecer que aumentou muito a possibilidade da mulher”, justificou. “Hoje nós temos duas mulheres na Câmara de Vereadores. É pouco? É. Mas é um começo”, exemplificou Maria Luiza.

Na opinião da ex-vereadora, o fator financeiro atrapalha a participação da mulher na vida política, já que, segundo Maria Luiza, ela muitas vezes não ganha tanto quanto o homem para investir na campanha. Além disso, outras questões também interferem na decisão de entrar na política. “Normalmente, a mulher assume muitos compromissos na vida dela. Ela é mãe, ela é esposa, ela às vezes tem que trabalhar fora e na vida política, infelizmente, do nosso país, o poder econômico é muito forte”, afirmou.

idagencia

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