Rolândia: 1º PDC terminou neste domingo

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Terminou neste domingo (05), na Chácara Marabu,  em Rolândia, o 1º Curso de Design Permacultural (PDC em inglês) do Norte do Paraná. O curso de PDC é organizado pelo Clã Pé Vermelho, de Londrina.

 O município de Rolândia, mais precisamente a Chácara Marabu, teve a honra de receber o 1º Curso de Design Permacultural (PDC em inglês) do Norte do Paraná. “A Permacultura é um conjunto de conhecimentos e princípios para a criação de sistemas sustentáveis”, explica Adriana Galbiati, 49 anos, engenheira ambiental e permacultora. “A gente pega os princípios que a Natureza usa para se organizar e usa os mesmos princípios para planejar e implantar sistemas produtivos humanos: Cidades, plantações. É como se fosse uma inspiração e uma imitação da Natureza”, afirmou a permacultora. O PDC de Rolândia começa na quinta-feira (23) e terá 11 dias de duração, terminando no dia 05 de março. 

   O Curso de Design de Permacultura foi ministrado por Adriana e por seu companheiro, o geofísico Moacir Lacerda, 60, também permacultor. “A filosofia da Permacultura é encontrar sistemas humanos sustentáveis. Em todas as áreas em que o homem interfere na Natureza, ela sofre os impactos, positivos ou negativos dessa ação do homem, que é parte da Natureza, segundo a Permacultura. A Pousada Marabu, por exemplo, teve um impacto positivo na Natureza, diferentemente de uma plantação de soja, por exemplo, em que se usa venenos, causa erosão”, ressaltou Adriana.

   A Permacultura imita a Natureza, como no caso dos resíduos. “Numa floresta, folhas e frutos caem, há animais mortos. O ciclo é fechado no próprio local, tudo se incorpora ao solo e o ambiente se beneficia, como um todo. Há uma ideia errônea de que a floresta não é produtiva, que ela tem de ser tirada para se produzir alimentos. A floresta é o ambiente mais produtivo da Terra: há plantas, folhas, raízes, furtos, madeira, remédios, combustível. E a floresta recompõe o solo”, afirmou a permacultora. “São esses princípios que vamos pegando da Natureza para reaprender e aplicamos na produção de alimentos, nas construções”, ressaltou.

  “A floresta é o estágio mais evoluído do reino vegetal, pois começa com gramíneas, vegetação arbustiva, depois chegam sementes, surge uma mata e cresce até uma floresta”, interveio Moacir Lacerda. “Temos que aprender com essa evolução e tirar dela o nosso sustento, seguindo os princípios da Natureza”, enfatizou o geofísico. “Não é um conservadorismo puro e simples. Você pode até derrubar uma floresta inteira, mas você vai construir uma outra em cima, mas complexa, mais rica”, relatou Moacir.

Casa de barro e bambu
   O curso teve aulas práticas, como a construção de um canil com barro, bambu e teto verde. “Temos o projeto do canil feito pelo Clã Pé Vermelho, que organizou o curso em Rolândia”, revelou Adriana. “Falamos sobre o aproveitamento de energia solar, tanto na parte de fotoelétrica como do calor, aproveitamento da água”, enfatizou Lacerda. “Mostramos e relembramos as pessoas como usar isso: o calor do sol pode aquecer a água diretamente através de sistemas simples. Uma mangueira preta de 100 metros no sol do meio dia: a água entra e sai a uma temperatura de 50 graus em uma das pontas, sem gastar nada para ser aquecida. São uma séria de coisas simples que podemos fazer”, ensinou Lacerda. “A gente aprende a usar o sol olhando as plantas”, resumiu Adriana.
    
   Sobre o saneamento ecológico, Adriana falou do exemplo da floresta para se fechar um ciclo. “Fazemos nossas necessidades e o jogamos no rio, antes passa por uma estação de tratamento, entre aspas. Entre aspas mesmo, viu?”, afirmou a permacultora. “Nós reutilizamos esses nutrientes de forma a neutralizar a contaminação e os usamos para o crescimento de plantas. Nós fechamos o ciclo e projetamos sistemas que encaminha o esgoto para plantas que fazem o aproveitamento dessa água e dos nutrientes”, explicou Adriana. 
“Utilizamos a energia estocada ali, pois tudo é energia”, complementou Lacerda. “Transformamos uma energia que teria um impacto negativo em positivo, transformando o dejeto em adubo orgânico”, afirmou Adriana.

    O casal, que mora em Campo Grande (MS), revelou que faz o trabalho de compostagem em casa e não joga um grama de material orgânico no lixo. “Separamos o material reciclável. É tudo uma questão de um modo de vida, de ter uma visão um pouco mais sistêmica da Natureza”, reforçou Lacerda. “As pessoas precisam perceber as responsabilidades que elas têm. A energia para colocar o lixo no saquinho, amarrar e deixar para o lixeiro é a mesma que uso para jogar esse lixo numa composteira”, esclareceu a permacultora. 

   “Há um pensamento errôneo que há escassez e que a Natureza não é suficiente para todos. Isso leva as pessoas a quererem consumir sem se preocupar, já que não é suficiente mesmo. A Natureza é abundante, tem para todos, para os homens e para outros seres. A Permacultura foca nos desenhos que é feito da Natureza para que ela seja abundante para todos. Uma plantação de soja dará lucro para um pequeno grupo numa grande área de terra. Se essa terra tivesse uma floresta, quantos seres não seriam beneficiados com ela? Se pensarmos assim, veremos que a soja não dá lucro algum”, ensinou Adriana. “A Natureza foi pensada e aconteceu usando o sol. A Permacultura tem esperança que consiga desenhar um sistema que nos aproxime o máximo possível da Natureza, que tenha conforto e que compartilhe esse conforto com todo mundo”, concluiu Lacerda.

Saiba mais sobre Permacultura entrando em contato com o Clã Pé Vermelho através do Facebook.com/clapevermelho.
idagencia

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