Cadê as vagas que estavam aqui?

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Estacionar na área central de Rolândia se tornou um desafio, principalmente após o fim da Zona Verde, em dezembro de 2016. No geral, os comerciantes consideram que o número de carros aumentou, mas o trânsito não se adequou e a falta de vagas para estacionar se tornou um problema urgente. 

De acordo com Airton Ciola, proprietário da Solimar Confecções, os clientes reclamam constantemente da dificuldade para estacionar. “Eu procuro sempre colocar meu carro mais longe”, revelou. Suas funcionárias não vão trabalhar de carro ou moto, por isso ele não vê a necessidade de orientá-las. O proprietário defendeu que é preciso conscientizar os comerciantes. “O estacionamento é para o cliente, é rotativo”, afirmou. Para ele, o estacionamento transversal não é o ideal, pois muitos motoristas estacionam errado, ocupando duas vagas. “A população também devia ter mais consciência disso”, apontou o proprietário. Airton sugeriu que a Prefeitura ou o órgão competente estudasse a possibilidade de fazer o estacionamento horizontal, além da volta da Zona Verde. 

Tatiane Rosa, da loja Angel, vai trabalhar a pé, mas afirmou que a patroa e a gerente usam carro. “Só que elas deixam o carro duas quadras para trás, duas quadras para cima”, contou. Para ela, a falta de vagas de estacionamento dificulta o fluxo de clientes. Tatiane afirmou ser a favor da volta da Zona Verde, que gerava rotatividade e tinha um valor acessível.  “Eu acho que não tem outra solução, a única solução é a volta da Zona Verde”, defendeu a funcionária.

O proprietário da Relojoaria Diamante Azul, Anderson Koiti, é mensalista em um estacionamento, mas relatou que os clientes reclamam da falta de vagas, e mesmo quando tinha a Zona Verde também era difícil estacionar. “A gente vê que a maioria das vagas é usada pelos próprios comerciantes”, apontou o proprietário. Anderson destacou que “Rolândia é precária de vagas”, e como o número de veículos aumentou, a população precisa se adequar para estacionar, e pagar, se necessário. “O pessoal tem que aprender que, para poder parar o carro perto para onde ele quer ir, tem que pagar, assim como paga em Londrina”, finalizou. 

Thaís Miranda, proprietária da Ótica Canaã também considera grave a questão do estacionamento. “O problema maior é comerciante e funcionário que estacionam em vaga que é rotativa”, afirmou. Uma funcionária vem de carro e estaciona em local afastado, mas Thaís e a irmã pagam estacionamento e têm convênio para clientes. A proprietária apontou que, apesar da desorganização, a Zona Verde ajudava na geração de empregos e rotatividade, e é a favor da implantação de um projeto organizado, como a Zona Azul de Londrina. 

A proprietária da Casual Confecções, Solange Aparecida de Oliveira, e suas funcionárias não estacionam na rua. “A gente tem estacionamento particular, a gente paga mensal, para deixar para o cliente”, contou. Mesmo assim, as reclamações sobre falta de vagas são constantes e prejudicam o movimento. “Eles reclamam muito e eu acho que a gente às vezes perde cliente sim, perde a venda por falta de estacionamento”, afirmou Solange. Mesmo sendo a favor da Zona Verde, na opinião de Solange faltava mais organização no projeto. “Se ela fosse implantada um pouquinho mais certinho, assim, seria bem legal mesmo”, afirmou. “Eu acho que a Zona Verde devia voltar com força total”, finalizou a proprietária.

Carga e descarga
Solange apontou mais uma necessidade em relação ao estacionamento rotativo. “Também tem que ter vaga para a carga e descarga”, afirmou. A lei que regulamenta esse procedimento é de autoria do ex-vereador Renato Sartori e entrou em vigor em 2011. Até o momento, a vaga não foi sinalizada e os horários estabelecidos não são respeitados. A carga e descarga é proibida de segunda à sexta-feira das 10:00 às 16:00 horas e aos sábados das 9:00 horas até as 12:00 horas.

Estacionamentos 
Ricardo Luiz Costa Gomes, sócio-proprietário de estacionamentos em Rolândia, afirmou que principalmente no horário de abertura e fechamento dos bancos é difícil encontrar vagas. “A gente procura colocar um preço acessível”, afirmou.
Os valores dos estacionamentos do Centro vão de R$ 1,25 por 15 minutos, a primeira meia hora gira em torno de R$ 2,00 e R$ 2,50 e a partir de uma hora os valores chegam a aproximadamente R$ 3,00. As mensalidades vão de 70 a 130 reais, e um estacionamento até oferece uma lavagem por mês para seu mensalista. 

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