Sessão polêmica tem insultos e acusações

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O pedido para a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para que sejam investigadas possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora foi reprovado pela maioria dos vereadores de Rolândia. A solicitação havia sido feita pelo vereador Reginaldo Silva (SD) e foi votada durante a sessão de segunda-feira (24). O resultado final foi de 5 votos a favor e 4 contra. 

Para ser aprovada, a instalação da CEI precisaria de maioria simples no plenário, ou seja, os mesmos 5 votos usados para a sua reprovação. Votaram a favor da CEI os parlamentares Reginaldo Silva, Alex Santana (PSD), João Ardigo (SPB) e Rodrigão (SD). Já Edileine Griggio, Maria do Carmo, João Gaúcho, Andrezinho da Farmácia e Irineu de Paula foram contrários à criação da Comissão. Apenas para lembrar, Rolândia conta com 10 vereadores e o presidente da Casa, Eugênio Serpeloni (PSD), só vota em caso de empate.

Depois da votação, o vereador Reginaldo Silva questionou se a CE não estaria aprovada, já que houve mais de 1/3 dos vereadores a favor dela. Os advogados da Câmara se reuniram por alguns minutos para a consulta do Regimento Interno da Casa de Leis. A resposta foi rápida, já que o Regimento prevê que, se a solicitação da CEI foi feita por escrito por 1/3 da Câmara, não há necessidade nem de votação. Como apenas o vereador Reginaldo havia assinado o pedido da criação da CEI, seria preciso a maioria simples dos parlamentares para a aprovação da Comissão Especial.
 
Falas
O vereador Andrezinho da Farmácia falou sobre a CEI e desabafou no plenário, dizendo estar chateado. “Antes da votação, disseram que o Andrezinho estaria no papo. Aqui ninguém manda em mim. Quem manda em mim é aquele lá de cima e eu estou aqui como vereador porque as pessoas confiaram em mim”, ressaltou o parlamentar. “A politicagem nunca vai acabar em Rolândia. Eu entrei de vereador para fazer um bom trabalho e eu não estou entendendo. A pessoa só pensa em fazer asneira nesta cidade. Não sei até quando vai isso. Com todo respeito aos vereadores. As pessoas queriam saber se eu ia votar sim ou não. Tem tanta coisa na cidade, buraco, problemas na saúde, uma criança recém-operada e que estão morrendo. Alguém foi visitar? E estão falando de CEI. Fico indignado com isso. A politicagem tem de acabar, não estou falando contra ninguém aqui não. O prefeito não tá trabalhando porque não tem uma equipe boa e nós temos uma equipe excepcional aqui na Casa de Leis. Esse vai ser o meu trabalho, pelo povo”, concluiu Andrezinho.

Em resposta, o vereador Reginaldo Silva afirmou que “politicagem é que o está acontecendo em nossa cidade. Acho que o nobre vereador está equivocado sobre politicagem. Só lembrando que o nobre vereador foi um dos que saiu da chapa, então deve ter alguma coisa com isso. Estou simplesmente querendo esclarecer os fatos e deixar claro para a Câmara e para a população de Rolândia que não existe politicagem. Simplesmente averiguar. Se o senhor tem medo de uma averiguação, eu respeito, fazer o quê?”, finalizou Reginaldo.

O presidente Eugênio Serpeloni passou a presidência para Andrezinho e utilizou a Tribuna Livre. “Não se enganem, o que o vereador Reginaldo fez não foi para proteger a moralidade ou a sociedade de Rolândia. Tem como único intuito vingativo, vil e egoísta. Não é digno de confiança, pois, sorrateiramente, grava as conversas políticas e depois as usa em seu único benefício, como chantagem.  Age assim porque, desde a Legislatura passada tenta, a qualquer custo, trazer seus cabos eleitorais para trabalhar aqui nesta Câmara. Como eu neguei, ele está fazendo ‘presepada’. Um alerta para o povo, cuidado com os vereadores que elegem. Tem vereador que veste pele de cordeiro, mas é lobo, grava conversas, agride mulheres e negocia cargos. Não acreditem nessas pessoas”, vociferou Serpeloni.

O radialista Guilherme Spanguemberg também foi alvo do vereador Serpeloni, que o acusou de estar fomentando essa situação. “Guilherme, você só está interessado em minha cassação porque é meu suplente, porque perdeu para mim nas eleições. Não se faça de santo, pois antes das eleições você compareceu aqui na Casa de Leis e sondou sobre todos os cargos que teria direito se viesse a ser eleito, algo que já considerava como certo. Já penhorava cada cargo aqui mesmo sem estar eleito. Não seja hipócrita e pare de mentir para o povo. Você não é melhor do que ninguém nesta Câmara, pois o povo já provou que você não deveria participar dela”, concluiu Serpeloni.

Reginaldo Silva (SD) protocolou um pedido de criação de uma CEI na Câmara de Vereadores de Rolândia e pedia a investigação de possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Casa de Leis para o Biênio 2017-18. O pedido foi motivado por um áudio gravado e que está em poder do Ministério Público de Rolândia, que já ouviu os parlamentares envolvidos na gravação: o próprio Reginaldo Silva, Alex Santana (PSD), João Ardigo (PSB), Rodrigão (SD) e Eugênio Serpeloni (PSD), presidente da Câmara. 

Reginaldo e Guilherme
O vereador Reginaldo Silva e o radialista Guilherme Spanguemberg foram procurados pela reportagem do JR para comentar as palavras do vereador Eugênio Serpeloni, proferidas da Tribuna Livre no final da sessão de segunda-feira (24). 

O parlamentar Reginaldo Silva afirmou que não iria responder aos comentários de Eugênio, mas que já estava entrando na Justiça contra o presidente da Câmara. “Estou procurando o meu advogado, que vai tomar as providências legais”, revelou ao Jornal de Rolândia. 

Guilherme também afirmou que estava em seu advogado para tratar do caso e levar o presidente Eugênio à Justiça. “O que ele disse não tem o menor fundamento. Ele tentou desviar o foco da discussão, que é a criação de uma Comissão Especial, e me citou porque eu fiz o meu papel de jornalista, de colocar o meu programa à disposição dos partidos que deram apoio ao vereador Reginaldo e ao próprio Reginaldo. O próprio Eugênio foi ao programa e falou pelo telefone em outras oportunidades no meu programa. Ele acha que fiz de caso pensado porque sou suplente. Eu fiz o que tinha que fazer em qualquer circunstância. Vou na Justiça questionar a citação dele”, ressaltou o radialista.

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