Editorial – Edição: 723 – sábado, 20-04-19

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    Olá, leitor e leitora do JR

    A primeira página do Jornal de Rolândia desta semana foi bastante clara e deixou um recado: precisamos cuidar de nossa riqueza maior, a Água. Os rolandenses bebem, cozinham, tomam banho, entre outras atividades, com a água captada e tratada do ribeirão Ema, principalmente. Esse ribeirão nasce na divisão com Arapongas.

    Na semana passada, uma denúncia chegou até as redes sociais sobre a contaminação dessa nascente com dejetos de uma granja de suínos. Uma filmagem, feita durante uma chuva, mostrava um tanque de dejetos transbordando e indo para uma pequena lagoa de contenção. 

    Havia mais três outras lagoas até se chegar ao ribeirão. O secretário de Meio Ambiente, Maico Dida, com Paulo Funasa, outro servidor, foram até o local, viram que os dejetos não chegavam até a nascente. Viram também outras irregularidades e notificaram a pessoa responsável para tomar algumas providências dentro de um prazo. Se nada for feito: multa. 

    Uma documento com análise da Sanepar sobre a qualidade da água também foi pedido e anexado na documentação que Dida enviou ao JR para falar do caso. 

    Os rolandenses ficaram muito preocupados com esse fato e esse foi o principal assunto da reunião ordinária do Comdema na noite de terça-feira. Durante esse encontro, com direito a 60% da Câmara e de dois secretários, além dos conselheiros e representantes da Sanepar, descobriu-se que o problema é antigo e havia um requerimento dos vereadores de 2009 pedindo providências sobre o caso. Aparentemente, o proprietário arrendou as terras e não deve ter comunicado o arrendatário sobre o teor desse requerimento.

    Nesta semana, outro golpe na água de Rolândia. Uma reportagem investigativa de três órgãos se debruçou sobre os dados do Ministério da Saúde sobre as águas dos municípios brasileiros e constatou que um em cada quatro cidades tem todos os agrotóxicos procurados pelas análises das companhias de abastecimento. Em Rolândia, são 27 produtos agrotóxicos. 
    
    Mas é importante ressaltar que nenhum deles está acima do limite considerado seguro pela lei brasileira (que não deve ser levada a sério), mas também pela lei da União Europeia. Aí, sim, nesse caso, podemos levar a sério. Sem complexo de vira-latas, apenas constatação dos fatos. 

    Quer um exemplo do que estamos falando por seriedade? Lá vai: o Glifosato, por exemplo, a União Europeia considera que o limite seguro é de 0,1 micrograma por litro de água – se for acima disso, acabou a segurança. Sabe qual é o limite seguro no Brasil, cantado em verso e prosa por suas belezas naturais? multiplique esse 0,1 micrograma por 5 mil. teremos o número de 500 microgramas por litro de água.

    Essa dus matérias se cruzaram sabe em que ponto: no relatório da Sanepar enviado ao secretário de Meio Ambiente e, depois, enviado também ao JR. Lá, na análise da água, está escrito a presença dos 27 agrotóxicox, mas com nenhum resultado fora do padrão.
Falando ainda em natureza, Rolândia terá o Banho de Floresta. Corra até a página 14 e descubra o que é essa atividade/terapia japonesa e que vem ganhando adeptos no mundo todo.
Mudando de assunto, vamos ao futebol.

    Infelizmente, o primeiro jogo entre duas equipes profissionais de Rolândia irá acontecer sem a presença da torcida. Isso mesmo, de portões fechados. A primeira vez que NAC e REC jogam na história será apenas para os juízes, gandulas e profissionais da imprensa. De quem é a culpa? A pergunta fica no ar e deve ser respondida com o tempo. Uma pena, realmente.

Boa leitura e bons vídeos.

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