+Arte: A TV do Brasil e o que adoramos odiar – por Samuel Bertoco

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Esses dias numa conversa, ouvi a seguinte frase:” Big Brother é a pior coisa que já inventaram na TV”, sendo apoiado por outro amigo na lata “mas também, na TV hoje só tem porcaria”. Na hora, concordei, meio assim… no automático. Sim, Big Brother é bem ruim e sim a TV anda bem ruim, mas depois fiquei pensando… Quando a TV foi melhor que hoje? E o mais importante, por que ela deveria ser melhor?

Há dez anos o Gugu passava uma entrevista fake com o PCC. Há trinta, mulheres faziam topless em programas às três da tarde, há cinqüenta as produções eram tão ruins que não da nem pra avaliar nada a não ser a nostalgia. Exemplos para as aberrações nunca faltaram, de Ratinho a Marcia Goldschimit, da novela porcaria da Globo ao religioso da Record. 

Os programas ruins sempre estiveram lá, as novelas nunca quiseram ser melhores que os filmes de Coppola, a Praça é Nossa nunca quis ser  Saturday Night Live, o Big Brother nunca foi um estudo sobre o comportamento humano em ambientes fechados. É diversão, rasa e simples e ponto. Assistir porcaria na TV nunca deixou ninguém mais burro, nossos pais estão aí para provar, pois eles não tinham opção de escolha, só escolhia entre ver e não ver.

Existem sim, pessoas que nunca ligam a TV, e existem sim, programas ótimos na aberta, mas a grande maioria, assiste TV, assiste aos programas ruins, reclama deles, mas não assistiria algo melhor. Nem sempre nosso cérebro quer concentrar, às vezes, ele quer só descansar. E esses programas são feitos exatamente para isso. Mas estamos na era do ter vergonha do que não se enquadra em nosso grupo. No caso do meu, por exemplo, de saber sobre cinema e ver Globo.

Outro dia, outra conversa, eu: “Pô, chego quebradaço em casa, tem dia que não tenho saco de série ou Netflix não, aí é o combo: JN, novela, BBB e o que vier depois, e geralmente eu durmo em algum ponto dentro disso aí”. “Caramba!! Você vê novela e BBB?”. “É cara, às vezes…sim”. “Vergonha, nunca imaginei, você, eu não passo nem perto disso… mas eim… você acha que o Romero tá vivo? E o paredão…quem sai??

Samuel M. Bertoco é formado em Marketing e Publicidade
idagencia

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