Papo Reto: Senso Comum vs Realidade (na política) – por Renato Malacrida

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Posso prometer pra mim mesmo, mas tal tema sempre acaba voltando: política. Mas fazer o quê, ou você gosta ou você odeia, não há meio termo. 

Hoje vou seguir a ideia do Daniel Steidle, que gentilmente sugeriu falar algo sobre o momento político atual e o fato de eu ter trabalho na Câmara de Vereadores, pois bem!

Não é de hoje que nossa política está enfraquecida, e digo isto seja a nível federal, estadual e municipal, tampouco que a corrupção não é culpa de um único partido ou pessoa. 

Diante de todos os acontecimentos, é notório que reconhecemos os dois lados envolvidos, e pra simplificar basta dizer que são os “prós’ e os ‘contras’ do atual cenário. Em alguns momentos, a exposição de informações é tão grande que acabam sendo vinculadas de forma errada e sem nexo algum. Digo isto porque na grande maioria das vezes, não temos um real conhecimento da divisão política, obrigações, responsabilidades e todas as demais divisões que temos dentro da política. 

Não vou culpar ninguém, afinal, a política é chata e entediante, entretanto, este tipo de pensamento acaba por se refletir em uma política viciada e sem nenhum comprometimento com o povo. Não digo que o fato de questionar, muito pelo contrário! Mas questiono o momento, pois penso que esta situação seria como um bolo que acabou de queimar: eu sabia que o mesmo estava ali, mas preferi deixar que outro cuidasse. E como esta outra pessoa não cuidou, só percebi a situação depois do cheiro de queimado. Mas o que tudo isso tem relação? Daí depende do seu ponto de vista, pois apenas quis generalizar tudo isso pra ficar mais fácil. 

Então, a falta de conhecimento de algumas situações, usualmente nos levam ao erro, e foi assim que me vi diversas vezes (dentro da política) principalmente após a experiência que tive na câmara. Erro no sentido não de falta de conhecimento, mas sim a compreensão de como a teoria funciona na pratica, o que muitas vezes não ocorre. Durante o pouco tempo na casa de leis, ficou evidente, quem é político por vocação e quem quer se profissionalizar, isso é realidade e não tem como escapar. 

Aprendi que é fácil demais ser pedra, mas ser vidraça é mais desafiador e nos instiga a evoluir. E no momento que fui vidraça e reconheci o outro lado, percebi que ser vereador não e fácil. Há votações que você irá desagradar o executivo e outras o povo, muitas vezes não há meio termo. Aprendi qual a real função de vereador, mesmo que muitas vezes parece fugir do seu real sentido. Percebi que com força de vontade de dedicação, podemos fazer uma política limpa e honesta, basta apenas ter um bom plano de governo, bons profissionais ao redor e projetos interessantes.

Certamente não há necessidade de se trabalhar no ambiente político para se aprender política, entretanto, se souber aproveitar aprende-se muito, principalmente de quem e como cobrar. Sem contar que te prepara para a vida política.

Renato Malacrida, prof. de História

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