Ambiente pede uso racional da água em Rolândia

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    O secretário de Agricultura e Meio Ambiente do município de Rolândia, Anderson Buss Cardoso, fez um alerta nesta semana para que os moradores de Rolândia façam o uso racional de água nestes próximos meses, entre o final de novembro, dezembro e janeiro. A preocupação ocorre devido ao déficit hídrico que tem ocorrido no Paraná por conta da falta de chuvas e que tem provocado queda significativa na vazão de rios e poços em todo o Estado. 

    “Nossos mananciais de abastecimento (Ribeirão Ema e Ribeirão Jaú) estão sentindo a forte estiagem.  Pela primeira vez em décadas, a vazão do Ribeirão Ema não ultrapassa a barragem. Isso é preocupante”, explicou o secretário de Rolândia. 

    De acordo com Buss, atualmente o consumo de água no município é de 780 mil litros por hora. “Essa é quantidade de água fornecida ao município pelo tratamento, que se capta e se trata. Os rios de Rolândia já não estão tendo mais a condição de suprir essa necessidade. A longo prazo, levando em consideração o crescimento do município, podemos ter secas ainda maiores e sofrermos realmente com a falta de água”, alertou.

    Uso racional 
    Anderson Buss afirmou que é importante que a população tenha consciência da importância deste uso racional da água em todo o município. “Estamos pensando para os próximos anos como serão as tratativas quanto à captação de água. Precisamos usar de forma racional a água. Deixar de varrer a rua com água, tomar banhos rápidos. Lembrar, ao abrir a torneira, que um dia poderá faltar água”, orientou.

    O secretário também instruiu que é importante que cada imóvel do município disponha de uma caixa d’água. “Isso é muito importante. Se houver a falta de água em um determinado dia no município, ter a caixa d’agua vai suprir as necessidades essências dos moradores como fazer as refeições e tomar um banho rápido. Por isso, é importante que cada residência tenha uma caixa d’agua”, alertou.

    A Secretaria de Meio Ambiente vem acompanhado a evolução da estiagem e tem dados concretos. “Desde novembro de 2019 estamos percorrendo os dois mananciais. É fato que muitas minas estão secando e devemos buscar uma nova opção de abastecimento para Rolândia e a concessionária, seja a Sanepar ou outra, deverá dar essa opção urgente para Rolândia. S eformos esperar a água faltar para pensar em uma solução, teremos perdido um tempo valioso e causando desconforto em muitas pessoas. A tendência de Rolândia é crescer e, com isso, o consumo diário também cresce”, explicou. 

    Buss destaca que a falta de chuva regular ao longo desse ano e a incerteza de chuvas para os próximos dias e meses preocupam. “Vamos racionar para não faltar”, orientou. Confira abaixo a nota da Sanepar na íntegra sobre o assunto em questão. 

    Nota da Sanepar 
    A falta de chuvas tem gerado déficit hídrico no Paraná e provocado queda significativa na vazão de rios e poços em todo o Estado. Em muitas regiões, a crise hídrica tem obrigado a Sanepar há buscar fontes alternativas e a implantar rodízios e racionamento. 

    No Norte, no entanto, a Sanepar mantém todos os sistemas operando com normalidade, monitorando de perto tanto as vazões dos mananciais quanto os hábitos de consumo da população.

    Em Rolândia, a situação dos ribeirões Ema e Jaú também segue sendo monitorada em parceria com órgãos ambientais. Obras de revitalização das captações e de ampliação da capacidade de reservação do sistema já têm projeto pronto e aguardam avanços nas negociações contratuais entre o Município e a Sanepar para licitação.

    Além disso, a médio prazo, a cidade poderá receber o reforço da água do Rio Tibagi. Isso porque a obra de ampliação do Centro de Reservação Esperança, em Cambé, foi entregue em 2018 já com estrutura para a implantação de bombas a fim de atender o município vizinho, caso haja necessidade.

    A longo prazo, Rolândia compõe o Plano Diretor de Recursos Hídricos do Norte do Estado, que já tem traçadas alternativas de captação de água no eixo Londrina-Maringá, com horizonte de 50 anos. 
 
    O uso consciente da água deve ser feito de forma constante, em qualquer período do ano. Medidas simples fazem grande diferença no consumo de um imóvel, como fechar a torneira enquanto escova os dentes, faz a barba, ensaboa as mãos ou ensaboa a louça são atitudes importantes para evitar o desperdício de água. 

    A limpeza de calçadas e quintais deve ser feita com vassoura para tirar a areia, folhas e outros materiais. A água da mangueira não deve ser utilizada para “varrer” a sujeira.

    Com a chegada do Verão, mesmo longe do contexto de rodízios no abastecimento, o uso racional da água deve ser intensificado para evitar desperdícios. Há um grande vilão, neste período: as famosas piscinas plásticas. O alerta consiste em tratar a água, mantendo a sua qualidade e evitando a troca diária. Basta adicionar uma colher de água sanitária para cada mil litros e cobrir a piscina quando não estiver em uso.

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