Sisrol: diretoria encontra “rombo” de R$ 450 mil

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    A nova diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rolândia (Sisrol) encontrou um “rombo” de quase R$ 450 mil nas contas da entidade. O presidente Eduardo Giesen e o vice-presidente Roberto Müller fizeram uma auditoria “amadora”, como eles mesmo definem, e constataram o problema. “Temos um dívida de R$ 230 mil reais com a operadora de cartão e mais R$ 218 mil que foram desviados da conta do Sisrol”, afirmou Eduardo Giesen.

    O presidente explicou que era uma promessa de campanha fazer uma auditoria nas contas do sindicato, mas, como encontrou o órgão sem dinheiro – havia apenas R$ 10 mil em caixa -, optou por fazer uma auditoria menos onerosa. “Ainda assim, descobrimos muitas coisas. Primeiro, fomos cobrados pela empresa operadora de cartões, conveniada ao sindicato, por uma dívida de R$ 230 mil. Havia uma fatura desse valor a ser paga pelo Sisrol”, afirmou Giesen.

    A diretoria entrou em contato com a empresa que forneceu informações de que cartões foram emitidos para servidores que não são sindicalizados. “Foram emitidos mais de 100 cartões para pessoas que não fazem parte do sindicato e, com esses cartões, que esses servidores não tiveram acesso, foram pagas faturas que nunca existiram. 
    
    As faturas tinham código de barra que remetiam a uma conta “caixa 2” do Sisrol, criado no mercado pago. “A empresa conveniada repassou o dinheiro para o sindicato pagar essas faturas e esse dinheiro foi para a conta online e depois foi sacado. Agora, a empresa nos cobra”, revelou Eduardo.

    Ainda de acordo com o novo presidente do Sisrol, esse dinheiro foi, depois, transferido para outras contas e sacado. “Já fomos à Delegacia e fizemos uma denúncia, agora estamos aguardando para sermos ouvidos e levarmos nossas evidências para que as pessoas envolvidas também sejam intimadas a depor”, ressaltou Eduardo. Como o sindicato não tem dinheiro para pagar essa dívida e acredita que ela foi gerada por fraude, procurou a delegacia e pediu a instalação de um inquérito policial. Isso em janeiro. 

    Desvios
    O presidente do Sisrol também falou do desvio de mais de R$ 200 mil feito no sindicato. “Nossa conferência nas contas mostrou que houve três transferências de R$ 50 mil nos dias 03, 09 e 15 de dezembro. Tudo para essa conta Caixa 2 do sindicato, fechada no dia 15 de dezembro. Só aí houve o desvio de R$ 150 mil”, denunciou Eduardo Giesen. Apenas para lembrar, a nova gestão assumiu o Sisrol no dia 16 de dezembro.

    Sobre o outro desvio de dinheiro do sindicato, quem falou foi o vice-presidente Roberto Müller. “Houve três modalidades de operação: a fraude nos cartões, a transferência direta e o pagamento a mais em faturas de empresas conveniadas ao sindicato”, afirmou Roberto Müller. O vice-presidente explicou como se deu esse desvio.

    “Apuramos que, desde junho de 2020, quando o sindicato pagava alguma fatura, sempre o fazia a mais. Uma fatura de um convênio de R$ 77.477,03, por exemplo, de novembro do ano passado, aparece paga no valor de R$ 87.477,03. Ligamos para a empresa e realmente ela recebeu os R$ 77 mil. Só aí a diferença é de R$ 10 mil. Mas teve outra nesse mês em que há mais R$ 5 mil pago a mais”, declarou Roberto Müller. A soma de todos esses desvios que teriam acontecido dão um total de quase R$ 70 mil. Um relatório completo foi repassado pela diretoria do Sisrol para a Promotoria de Rolândia.

    “Lamento tudo isso. Se a gente pensar que o Sisrol dispunha de mais de duzentos mil reais para tocar os seus projetos para favorecer o servidor e ver tudo isso sendo desviado para outra finalidade nos entristece bastante”, lamentou Roberto Müller. O vice-presidente também quer tranquilizar o servidor com respeito ao sindicato e ao seu patrimônio. “O servidor fique tranquilo que o patrimônio do Sisrol está salvaguardado e o sindicato é sustentável com o que recebe de seus filiados. Adequamos nossas contas ao que recebemos para que sejamos sustentáveis”, ressaltou Roberto. 

    Sobre a dívida com a empresa de cartões, o Sisrol está questionando a dívida na Justiça, entende que a empresa tinha condições de saber quem são os filiados e quem não são. A empresa é do Mato Grosso e tem sede em Goiás. “Posteriormente, se recuperarmos esses valores, vamos acertar com a empresa”, revelou Eduardo Giesen. O Sisrol tem hoje 880 filiados, o que gera cerca de R$ 20 a 25 mil por mês em contribuição. De acordo com a diretoria, há um superávit mensal de 2 a 3 mil reais por mês.

    Antiga gestão
    O Jornal de Rolândia tentou entrar em contato com a antiga diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rolândia, mas foi avisado que o ex-presidente não irá se pronunciar sobre o assunto até porque nenhum inquérito foi instaurado pela polícia e ninguém foi notificado.

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