“Fotografia e História” sempre rima com memória

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    A fotografia é mais do que um registro, é um bem precioso quando está relacionada a um fato histórico. Ela nos ajuda a entender o mundo sob diversas óticas e pode ser utilizada como recurso de registro ou, até mesmo, como arte. 

    Com o objetivo de compartilhar o objeto de estudo de sua pesquisa acadêmica, a doutoranda em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e fotógrafa rolandense Cássia Popolin criou o projeto “Fotografia e História”. O projeto traz um olhar diferente sobre a história das cidades da região, entre elas, o município de Rolândia. “Esse projeto existe há dois meses, e eu quis compartilhar a minha pesquisa com as pessoas e não deixá-la apenas guardada comigo e com os professores da banca que vão analisar”, revelou Cássia.

    O começo
    A ideia teve início desde 2008 quando Cássia fez mestrado em Comunicação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). “Participei de um grupo de pesquisa ‘Fragmentos da História’ e lançamos dois livros. O Certidões de Nascimento das cidades no eixo Londrina – Maringá – eu e a professora Cláudia Portelinha escrevemos sobre Rolândia. O 2º livro foi sobre os primeiros hotéis também no eixo Londrina-Maringá: nesse escrevi sobre o Hotel Rolândia”, ressaltou a fotógrafa. 

    Na dissertação do mestrado, a profissional abordou sobre a história de Hans Kopp, o primeiro fotógrafo de Rolândia. “E agora, para o doutorado em História, escolhi escrever sobre as capelas rurais. São quatro em atividade em Rolândia. Optei pela do Ribeirão Vermelho porque, das quatro, é a única ainda em madeira. Ela está há 67 anos com atividade ininterrupta e que não encontrei nada sobre ela na história oficial do município. Iniciei a pesquisa com uma fotografia da fachada, hoje tenho mais de 500 imagens sobre o Deizinho e vinte entrevistas com moradores da comunidade”, explicou.

    Aliado digital
    Cássia contou que pensou em um modo de expor seu projeto para as pessoas, especialmente agora em período de pandemia, quando o processo de fazer a pesquisa de modo físico ficou prejudicado. “A página do Facebook foi a forma que encontrei para expor meu projeto e também manter contato com as pessoas que entrevistei e que me ajudaram nessa ação. Elas estão muito felizes com a pesquisa e ansiosas para ver o resultado final. A página me permitiu dar esse retorno a eles, e tenho muita gratidão por compartilharem comigo sua história. Fui recebida em cada casa com muito carinho”, relembrou a historiadora.

    Foi assim que surgiu a página “Fotografia e História/ Cássia Popolin”, que hoje já conta com quase 400 seguidores e que é semanalmente atualizada pela fotógrafa. “Eu estou muito feliz com a participação das pessoas lá no perfil. Já recebei até fotos de algumas pessoas e tem sido uma troca incrível. Quero muito continuar com esse projeto. Para se ter uma ideia, a publicação sobre a capela do Deizinho teve mais de 13 mil e 500 visualizações e 108 compartilhamentos. Imagine minha alegria”, afirmou.

    Para acessar o perfil do Cássia no Facebook, basta procurar por “Fotografia e História/ Cássia Popolin”. Quando a pandemia finalmente acabar, a fotógrafa pretende agregar ainda mais material à tese e, consequentemente, ao seu projeto. “Quero continuar com as entrevistas presenciais, levantar mais fotografias e fazer o capítulo Receita de Família. Esse vai ter que esperar, porque vou fotografar o preparo de pratos típicos de cada família”, comentou.

    Hoje Cássia mora em Londrina e até agora já andou mais de dois mil km para realizar a pesquisa, entre os roteiros Londrina- Deizinho e Londrina-Rolândia. Independentemente de quantos quilômetros tenha que caminhar, Cássia se sente muito feliz em realizar esse projeto que mexe com aspectos bem importantes da história do município e das pessoas que formam a cidade de Rolândia e seus arredores. 

    “Sou fotógrafa e sempre gostei da história, estou muito feliz em unir essas duas paixões na pesquisa. As histórias latentes por trás das imagens me encantam. Por exemplo, a fotografia da primeira turma da Primeira Comunhão realizada na capela do Deizinho foi um dos pontos de partida da pesquisa, e já encontrei 12 crianças, hoje com mais de 70 anos. A história de vida de cada um é um aprendizado e uma lição. Quando a pandemia acalmar, pretendo encontrar mais crianças e saber como estão 67 anos depois”, ressaltou.

    Por fim, a fotógrafa revelou que defende a comemoração do aniversário da cidade no dia 29 de junho, dia em que se começou a primeira construção urbana: o hotel Rolândia. “Não se pode tirar 10 anos da cidade. A emancipação política é uma comemoração importante, mas dentro da história da cidade”, finalizou, mas sem polemizar.

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