Empresários querem a volta do horário de verão

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    Entidades do setor de turismo do Paraná, Bahia e Santa Catarina anunciaram, na semana passada, que enviarão um ofício ao governo federal para que o horário de verão retorne ainda neste ano. Essas organizações são associadas à Confederação Nacional de Turismo (CNTur) e buscam apoio de outras entidades para fortalecer o pedido.

    Esses novos apoios já começaram a surgir. Empresários dos setores de hotelaria, turismo, bares e restaurantes de vários estados estão aderindo ao movimento que pede pela a volta do Horário de Verão. Líderes paulistas e cariocas aderiram ao movimento na terça-feira (29). A justificativa maior das entidades é que a medida pode dar fôlego ao setor de turismo, mesmo que não impacte diretamente na economia de energia elétrica. O grupo alega, ainda, que o setor foi um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19. 

    Os empresários argumentam que o retorno da mudança no relógio pode beneficiar o turismo nacional, estendendo o horário das atividades ligadas ao setor, além de representar uma economia na energia elétrica diante da preocupação com a crise hídrica.

    Para Edson Pinto, da FHORESP (Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de SP), a medida pode favorecer os happy hours e as viagens à praia. “A população de São Paulo fez uma poupança forçada e está com recurso para viagens de curta distância”, diz.

    O pedido será enviado ao governo, mas deve encontrar resistência, porque a extinção do horário de verão foi uma das primeiras medidas tomadas por Bolsonaro, no início do mandato, em 2019. O presidente defendia que isso ajudaria a elevar a produtividade do trabalhador brasileiro porque favoreceria o relógio biológico, segundo ele.

    Horário de verão
    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou em abril de 2019 um decreto que extinguiu o horário de verão. À época, o presidente afirmou que a medida adotada seguiu estudos que analisaram a economia de energia e justificou a relação entre o horário de verão com o relógio biológico da população.

    Bolsonaro também destacou que nunca gostou da ideia de adiantar os relógios em uma hora e que 70% da população concordava com o fim do recurso. A ideia da medida, desde o início, foi aliviar o pico de consumo de energia, que ocorria por volta das 18h.

    Em julho de 2020, pouco mais de um ano após o fim do horário de verão, o Ministério de Minas e Energia (MME) manteve a recomendação de não se adotá-lo no verão de 2020/2021. A pasta disse que a economia de energia com a medida diminuiu nos últimos anos e já estaria perto da neutralidade por causa das mudanças no hábito de consumo de energia da população.

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