Paróquia da Vila Oliveira e Igreja do Novo Horizonte

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    Desde a criação da primeira paróquia de Rolândia em 1942, a Vila Oliveira, que naquele tempo era chamada de Vila Campinho, foi uma preocupação constante dos vigários que por aqui tinham passado. A começar pelo primeiro, Padre José Herions e, mais ainda, o segundo, Padre Carlos Bonetta, que dedicou grande parte de seu apostolado à população desta Vila, porque ali residia uma grande porção da população de Rolândia, um povo simples e humilde, mas também um povo bom e trabalhador. 

    A Vila Oliveira se tornou paróquia em 28 de abril de 1963, desmembrada da Paróquia São José, e tomou posse como primeiro Vigário o Padre Pedro Fenech na presença do Sr. Bispo Dom Geraldo Fernandes. Daí em diante, diversas obras foram realizadas com a colaboração da população local. Basta citarmos a construção do amplo salão paroquial, sob a sábia orientação do Padre Jorge Zammit, para ser usado para as festas e reuniões da comunidade. E também relembrarnos a construção da “Creche Nossa Sra. Aparecida”, sob a orientação do Padre Tomás Bonnici, para abrigar crianças provenientes de famílias pobres, confiado aos cuidados das Irmãs Franciscanas do Coração de Jesus.

    O tempo foi passando e a Vila Oliveira foi crescendo. Novos loteamentos foram sendo abertos ao redor de seu território. Em julho de 1976, o Vigário Padre Carmelo Mercieca decidiu se transferir para a Diocese de Presidente Prudente, Estado de São Paulo e, então, o Bispo Dom Geraldo Fernandes me nomeou como Vigário, estendendo as mesmas experiências pastorais que tinha realizado na Paróquia São José. Iniciei esta missão aos 28 de junho de 1976 e lá fiquei até 17 de janeiro de 1982.

    A primeira obra que eu devia realizar era a construção de uma casa paroquial em alvenaria porque a antiga casa era de madeira e precisava de reformas. Juntei um grupo de homens bem dispostos: Salvador Borges, Clementino de Freitas, Alair Borges, José Elias Fontoura, Aurélio Vialle, Celso Yamada, Walter Greinert, Antônio Martins, Pedro Martins, Antônio Crespin e Aroldo Tasinaffo, formando a Comissão. Através de festas e quermesses, inclusive com a ajuda da Comissão da Matriz, a casa Paroquial foi concluída no prazo de um ano. E, como não tinha padre residente, convidei as Irmãs Maria Maier e Augusta Weiss, da “Cáritas Socialis”, para morar nesta casa para atender pastoralmente a população, o que elas fizeram com muita dedicação e zelo apostólico. Inclusive a Irmã Augusta conseguiu verba da “Associação da Juventude Católica”, da Áustria, sua terra natal, para construirmos quatro salas de catequese ao lado do salão paroquial. As Irmãs atendiam também os pobres e ajudavam a Irmã Maria Isméria com as mães cujos filhos frequentavam a Creche, hoje chamada “Unidade Social Nossa Senhora Aparecida”.

    Outra grande obra que me coube realizar foi a construção de uma nova igreja, uma vez que a antiga, de madeira, estava em mau estado de conservação. Juntei os esforços da mesma Comissão acima mencionada aos esforços da Comissão da Matriz, naquele tempo coordenada pelos Nelson de Paula, Elizeu de Paula e José Antônio (Nico) Vanzella, para realizarmos promoções conjuntas para tal fim. Com o arquiteto Gilmar Mazari, adaptamos para a nova igreja o desenho da nova capela do Seminário Palotino, de Londrina. E, assim, a pedra fundamental foi abençoada pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo de São Paulo, que estava visitando Rolândia, aos 27 de novembro de 1979.

    Naquele mesmo tempo, começou a ser loteado o Jardim Novo Horizonte, ao lado do Conjunto Parigot de Souza, portanto território pertencente à Paróquia da Vila Oliveira. O dono da loteadora, Arlindo Armacollo, passou para mim e eu passei para a Mitra Arquidiocesana aqueles lotes em forma de meia lua da praça central para futura igreja. 
 
    Acontece que, por aqueles dias, o Arcebispo Dom Geraldo Fernandes passava pela estrada de Bandeirantes e viu que a Capela que lá existia, hoje Vancouros/Internacional, estava aberta. Por curiosidade, desceu do carro, entrou na Capela e viu uma vaca deitada entre os bancos. É que, com a forte geada de 1975, muita gente que morava por aquelas bandas tinha se mudado para a cidade ou para outros Estados e a Capela ficou abandonada. 

    Então, o Arcebispo parou na Casa Paroquial e me pediu para transportar a Capela para outro lugar. Então, convidei três pessoas que moravam na localidade: Marcílio Juliani, Bernardo Artêmio Zanetti e Debrando Chiarelli, para pesquisar na Água Bandeirantes se ainda tinha gente interessada da Capela. Não encontraram objeções… Sem perder tempo, formei uma Comissão com gente que já morava no Novo Horizonte e no Parigot: Marcílio Juliani, Geraldo Gonçalves da Silva, Armando Rodrigues, Eugênio Casado, Naor Rosa, Manoel Soares, Wilson Cancian, Antônio Medeiros, Antônio Felix de Oliveira e José Pereira da Cruz, entre outros, para organizar a demolição e transporte da Capela para o Jardim Novo Horizonte e começar a construção. A primeira reunião aconteceu no dia 28 de novembro de 1981, nos fundos do “Bar e Mercearia Novo Horizonte”, de propriedade de Eugênio Casado. Em pouco tempo, esta Comissão começou a trabalhar para arrecadar fundos e acertar os documentos para iniciar a construção já no mês de janeiro de 1982. Também muito ajudaram a Prefeitura Municipal e as Comissões da Igreja Matriz São José e da Igreja São Paulo Apóstolo.

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