Superação e exemplo: Há vida, então há esperança

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    Todos nós temos uma história de superação e de obstáculos em meio a nossa trajetória. Mas há aqueles que passam por situações realmente impactantes, e que apenas uma mudança radical de vida é capaz de modificar toda uma realidade sem expectativas e sem esperança. É com essa perspectiva que o rolandense Giovane Rodrigues Ângelo (23) entendeu, ao longo de suas escolhas do passado, que precisava de uma “renovação” em sua vida, para poder continuar a vivendo de forma digna.

    A mudança
    Há três meses, o jovem está na casa abrigo do Projeto Ceel – Cultura, Educação, Esporte e Lazer, mantido pela Igreja Cristianismo Decidido de Rolândia. Nesse período, ele pode repensar um histórico de situações do seu passado que estavam comprometendo o seu presente. Felizmente, após um período de mudanças, hoje já enxerga um futuro cheio de oportunidades.

    Giovane era alcoólatra e chegou a ficar nas ruas, até ser encontrado pelo próprio pai e levado para o abrigo Ceel. “Quando moramos na rua as pessoas geralmente não nos enxergam. Mas quando procuramos uma melhora na vida, e eu falo por experiência própria, as pessoas, até algumas que eu nem conheço, passam por mim e me cumprimentam. Hoje eu ando de cabeça erguida por onde quer que eu vá”, afirmou Giovane.

    Atualmente, o rolandense também está inserido no mercado de trabalho e trabalha na Lar Cooperativa. “Hoje enxergo essa vaga de trabalho como uma grande oportunidade. Eu penso que Deus olha para todos nós, e se eu estou aqui trabalhando e morando, é porque Deus permitiu. Eu não estava conseguindo largar o meu vício sozinho e, depois que meu pai me trouxe aqui, tudo mudou”, revelou.

    O jovem afirma que a experiência de mudança que o projeto lhe proporcionou foi realmente transformadora e muito importante em sua vida. “Mesmo se passasse por várias clínicas de reabilitação, provavelmente não teria a cura que recebi aqui. O médico que me curou realmente foi Deus”, ressaltou.

    Os sonhos
    Não há um modo de mudar o que ficou para trás, o que é feito no passado estará lá para sempre, porém, sempre há uma nova chance de escrever um futuro quando se há esperança e principalmente quando existem sonhos. 
 
    Hoje, Giovane voltou a sonhar e tem muita vontade retomar seus estudos que foram interrompidos há anos, quando ele ainda frequentava a sexta série. “Quero muito voltar a estudar. Logo que a pandemia acabar quero retomar isso e pretende também ter um diploma de mecânico. Na verdade, eu quero fazer todos os cursos que eu conseguir e recuperar tudo que puder”, avisou. 

    “Enquanto existe vida há esperança, e eu sempre digo isso para os outros que estão aqui. Hoje sou um cara muito positivo, mas quando vivia na rua, eu achava que não ia conseguir. Passavam muitas coisas pela minha cabeça, inclusive, coisas muito ruins”, lembrou.

    A família 
    O jovem está trabalhando muito para ter uma nova e boa relação com a família, formada pelos seus pais e seus quatro irmãos. “Eu vi meu pai nessa semana e semana passada fui na casa da minha mãe. Os dois estão bem e felizes por verem o filho deles recuperado. Fico até emocionado em falar sobre isso”, comentou.

    A assistente social do projeto Ceel, Carla Andressa Souza Leite, explicou que o maior desafio para as pessoas que passam por essa situação e pretendem se manter longe dessa condição é se reestabelecer socialmente. “Esse processo da inserção precisa ser construído junto com o usuário, então a gente constrói junto com eles a autoestima. A retomada ao mercado de trabalho contribui para a evolução disso, fazendo com que a pessoa vença aqueles gatilhos que a levam ao uso abusivo de álcool e de outras drogas”, explicou a profissional. 

    Além de o trabalho ser um dos pilares que sustentam essa mudança, o ambiente proporcionado no abrigo que tem a preocupação com a educação para a reinserção dessas pessoas no ambiente social. Andressa pontua que há toda uma questão de organização durante a rotina deles, como a prática de laborterapia, que é o tratamento de doenças psicoemocionais através do trabalho. “Toda essa organização contribui para que essa pessoa consiga retornar para a sociedade com outro parâmetro, longe daquele que ela conheceu nas ruas”, reforçou.

    Neste momento, Giovane trabalha na Lar das 04:00 da manhã às 14:00 e depois ele retorna para o projeto, para que os profissionais continuem o atendendo e oferecendo suporte. “O trabalho desenvolvido aqui é de três a cinco meses, dependendo do caso. A tendência é que se ele estiver pronto, possa ser liberado quando completar o quinto mês. Ele será orientado em como poderá montar a sua casa, na situação dele morar sozinho, ou trabalhamos na construção dos laços familiares, dependendo da vontade do usuário”, pontou Andressa. 

    Lembramos que a população em geral também pode ajudar o projeto com doações através dos telefones 3015-3231 e 9.9924-6726 (WhatsApp). 

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