FRAXX e os benefícios que ele traz às mulheres

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Dra. Camila Mungo, ginecologista da Vitae Saúde e Imagem, de Rolândia, falou sobre o aparelho, o procedimento e suas vantagens

Dra. Camila Mungo ao lado do Fraxx – a profissional atende na Clínica Vitae – Saúde e Imagem, em Rolândia

Já ouviu falar no Fraxx? Responsável por um procedimento que rejuvenesce a pele, o equipamento funciona através de energia eletromagnética em frequências elevadas, atuando de modo fracionado e estimulando a ação do colágeno. Por ser similar a ondas de rádio e por agir sobre pontos específicos da pele, também é chamado de radiofrequência fracionada. Esses efeitos podem ser úteis para reverter uma síndrome genitourinária da menopausa, entre outras questões.


O tratamento íntimo com radiofrequência vem sendo bastante utilizado no segmento de ginecologia. Para tratar melhor deste assunto, a Dra. Camila Mungo, ginecologista da Clínica Vitae Saúde e Imagem, de Rolândia conversou com o JR. A profissional explicou mais detalhes sobre o funcionamento desse procedimento, em quais casos ele é indicado, e seus benefícios para a vida das mulheres.


“Nosso principal foco com o Fraxx é a atrofia e a secura vaginal. Ele é um equipamento de radiofrequência fracionada microablativa. Isso significa que ele emite ondas que estão na frequência de rádio, por isso que chama radiofrequência. Quando o calor é emitido dentro de tecidos promove a produção de colágeno e melhora a parte de vascularização. Isso traz uma melhora na elasticidade da vagina e devolve a lubrificação”, explica a Dra. Camila.


Por que ocorre o ressecamento vaginal?

Com a chegada da menopausa, por volta dos 45 anos a 52 anos, os níveis de estrogênio vão diminuindo até cessarem por completo. Entre as várias mudanças que podem ocorrer neste período da vida da mulher, há um sintoma comum, mas ainda pouco discutido pela comunidade médica e pelas próprias mulheres, seja por vergonha ou desconhecimento: a atrofia vaginal.


“Essa questão acomete mais as mulheres na pós-menopausa, porque ela deixa de produzir um hormônio que chama estrogênio, que promove toda esta vascularização, o trofismo vaginal, a rugosidade que a vagina tem. Depois que o estrogênio vai embora ocorre o ressecamento e este é um momento de sofrimento. Algumas mulheres chegam a relatar que estão casadas há 30 anos, têm uma relação muito bacana com o marido, mas não conseguem mais ter relação sexual devido à ardência e à dor”, comenta a médica.

Tratamentos tradicionais com limitações
Ainda segundo a ginecologista rolandense, atualmente a medicina não oferece muitas opções para melhorar esse problema na vida das mulheres, entre os tratamentos mais tradicionais está a reposição hormonal sistêmica. “O problema é que nem todas as mulheres podem fazer essa reposição hormonal, temos que eleger aquelas que podem. Além disso, depois de uma certa idade, temos que retirar essa reposição”, pontua a profissional.


Para essas mulheres que não podem fazer esse procedimento mais tradicional, existe também um tratamento que pode ser feito com cremes vaginais, porém, muitas mulheres não optam por esse modelo, pois e algo que exige uma frequência de aplicação de, ao menos, três vezes por semana, e que também, acaba sendo desconfortável. “Nesse sentido, não sobram muitas opções para as mulheres que não conseguem fazer esses tratamentos tradicionais. Foi por conta disso, que o Fraxx chegou ao mercado”, afirma a médica.

Vantagens do Fraxx
Entre as muitas vantagens do Fraxx, é possível citar que ele não requer o uso de medicamentos ou hormônios, é não cirúrgico e é acessível. O procedimento elimina camadas da pele que devam ser tratadas e melhoram a elasticidade e a lubrificação local, diminuindo a dor durante a relação sexual, a frouxidão da parede vaginal, entre outros benefícios. Também há casos que ele atua de forma transformadora, como as situações de incontinência urinaria leve.


“No caso da incontinência urinaria leve, que não tem contraindicação cirúrgica, o Fraxx é fantástico e tem uma excelente reposta. Outra situação que perturba a vida das mulheres é a infecção urinária de repetição, que anda junto com elas na pós-menopausa. O próprio ressecamento vaginal faz o que a gente chama de síndrome de atrofia urogenital. Ao aplicarmos o procedimento do Fraxx, o problema acaba e a paciente não tem mais essa recorrência de infecção urinária”, afirma dra. Camila Mungo.

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