Cambé: Câmara aprova lei inclusiva

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Comunidade Surda do município comemorou a aprovação de lei inclusiva no Legislativo cambeense; projeto é do vereador Gallego (PSL)

Pessoas da Comunidade Surda de Cambé acompanharam a votação do projeto do vereador Gallego

A Câmara Municipal de Cambé aprovou uma lei que obriga que haja um tradutor de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) em todos os eventos do Legislativo. A segunda votação do projeto foi na sessão de 14 de fevereiro e pôde ser acompanhada por membros da comunidade surda de Cambé, uma vez que foi ‘traduzida’ pelo intérprete de Libras, Claudinei Jesus, o Claudinho.


A sessão deu mostra de como serão as próximas sessões a partir do momento em que o Legislativo contratar um tradutor de Libras para seus eventos. O projeto de Lei de Resolução número 2/2021 é de autoria do vereador Gallego Proença Farias (PSL) e traz a assinatura do vereador Tokinho (PTB). O projeto, aprovado por unanimidade, torna obrigatória a presença de intérprete Libras em todas as sessões, audiências públicas, eventos e solenidades da Câmara.


“Quando a Câmara colocar um intérprete de LIBRAS ela vai ser uma vitrine da importância de promover a igualdade de direitos. E nós esperamos que assim as pessoas comecem a enxergar a comunidade surda como parte da sociedade e se sensibilize para a inclusão”, afirmou Ellen Affonso Goes, integrante da comunidade surda de Cambé, presente à sessão do dia 14. José Jocy de Campos, também da comunidade, falou da Tribuna Livre dos desafios que as pessoas surdas enfrentam no seu dia-a-dia. Reclamou da ‘invisibilidade’ dos surdos que não conseguem ser entendidos quando procuram atendimento nos órgãos públicos e redes de atendimento municipais e das dificuldades para encontrar trabalho porque não há tradutores nas entrevistas.


“Um amigo meu me falou dessa causa, que estava parada em Cambé. Fui conhecer e saber mais do assunto, da importância da inclusão social das pessoas com surdez. É importante que também essas pessoas acompanhem as sessões e as discussões do Legislativo”, ressaltou o vereador Gallego. Segundo o parlamentar, a expectativa é que no novo contrato com a empresa que faz a transmissão do Legislativo já haja essa cláusula para o tradutor de Libras. “Essa empresa é quem vai contratar o tradutor de Libras”, pontuou Gallego.


Gallego ressaltou que este é o primeiro passo de um trabalho de conscientização a favor da comunidade surda de Cambé. “Não conhecia as dificuldades e sofrimento vivido pelos surdos em todas as áreas. Hoje estou aprendendo e estou empenhado na mesma luta deles: inclusão, respeito, igualdade e garantia de direitos”, pontuou o parlamentar.


O próximo passo, segundo o tradutor Claudinho, é a reativação da Associação dos Surdos de Cambé que está parada há muitos anos. O objetivo é criar uma estrutura de apoio para a comunidade surda com orientações e também com tradutores de Libras que ajudem em momentos de necessidade. “Hoje as pessoas surdas precisam ir a Londrina para obter ajuda”, ressaltou Claudinho. “Esta lei é um grande marco para a comunidade surda de Cambé. Os vereadores saem na frente dando exemplo de inclusão e respeito a esta comunidade”, disse. Para ele a falta de intérpretes de Libras nos setores públicos de Cambé evidencia um ‘abandono’ das pessoas surdas.


“Acompanhar os trabalhos e ações do Legislativo é um direito de todos, mas que vinha sendo negado à comunidade surda por falta de um intérprete de Libras”, ressaltou Galego. O vereador Jota Mattos (PSD) elogiou a iniciativa do vereador e lembrou que, em 2021, a Secretaria do Trabalho criou um curso de Libras. “Sei que esta iniciativa nasceu de conversas com o prefeito e os vereadores Galego e Tokinho e que este projeto é mais uma importante conquista”, parabenizou Jota.


A Lei é fruto de um projeto da Câmara e foi publicada no dia 25 de fevereiro, tornando-se a Resolução 01/2022. Com a aprovação, a Câmara precisará agora viabilizar a melhor forma de contratação do serviço ou do profissional – licitação, concurso ou outros meios legais. O processo é complicado e não há ainda previsão de quando a Casa cumprirá a resolução. “A aprovação do projeto é o primeiro passo, e me comprometo a trabalhar para que ele se transforme em realidade o quanto antes”, enfatizou Dr. Fernando, presidente do Legislativo.

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